domingo, 23 de agosto de 2015

Teoria da Pixar: Solucionando o Paradoxo do Tempo




Olá pixar lovers, no post de hoje vamos falar sobre o paradoxo do tempo presente na famosa Teoria da Pixar (também vamos falar um pouco sobre a questão dos Easter Eggs). Para quem não sabe, trata-se de uma teoria criada pelo jornalista norte americano Jon Negroni que explica que todos os filmes da Pixar estão inseridos em um mesmo universo, só que em épocas diferentes. Aprenda mais detalhes lendo o post ATeoria da Pixar – Todos os filmes da Pixar são um só, do blog Vitralizado. Tem também o vídeo Teoria da Pixar, do canal Nostalgia, que explica bem o assunto. Recomendo que você leia o post e depois assista ao vídeo para entender bem a teoria........acredite, vai ser bem divertido! E, claro, depois volta aqui para ler este post. Pode deixar que vou ficar aqui te esperando.......










Bom, como eu ia dizendo, vamos falar de uma questão bastante comentada pelos críticos da teoria, que é o paradoxo envolvendo o fato da Boo, de Monstros S.A., ser a bruxa de Valente:
Segundo a teoria de Negroni, todo o universo da Pixar é do jeito que é por causa da bruxa de Valente, responsável por realizar os feitiços que iniciaram a evolução dos objetos e dos animais, que foram se tornado cada vez mais humanizados e inteligentes, certo?! 



Pois bem, levando em consideração que os feitiços da bruxa (que deram início à mencionada revolução) ocorreram na Idade Média escocesa (que é a época retratada em Valente), então como ela poderia ser a Boo, uma garotinha que nasceu anos e anos depois disso tudo? Não teria sido possível ocorrer toda essa evolução de objetos e animais se a própria fonte disso tudo (a bruxa de Valente) sequer existia, né?! 




Pois bem, temos aí o nosso PRIMEIRO PARADOXO DO TEMPO. Isso mesmo que você ouviu, ainda tem OUTRO paradoxo presente na teoria. Um paradoxo que provavelmente passou desapercebido pela maioria das pessoas:

De acordo com a teoria de Negroni, a Boo só conheceu o Sully porque ele voltou ao passado para encontrá-la, certo?! Olhando pela perspectiva do Sully, é fácil imaginar que ele simplesmente fez uma viagem no tempo e voltou ao passado......


PORÉM, olhando pela perspectiva da Boo, as coisas complicam um pouco (aliás, muito rsrs): como ela poderia ter conhecido o Sully se ele ainda não existia? Eu sei que você deve estar pensando: “porque ele viajou no tempo, uai”. Tá, mas como ele poderia ter viajado no tempo se ele ainda sequer existia para começo de conversa? É como se uma “versão futura” de você mesmo viesse do futuro para conversar com você do presente........não seria estranho? Não iria parecer algo impossível de acontecer? Conseguiu visualizar o que quero dizer? Não?! Então tente visualizar visualizando (haha como sou engraçada):



Pois é, estamos falando do velho paradoxo existente na maioria das histórias que tratam sobre viagem no tempo: como é que alguém do futuro pode influenciar o passado ou o presente se esse tal alguém sequer existe ainda?
Bom, existem algumas teorias que tentam explicar os paradoxos envolvendo viagem no tempo, mas a minha favorita até o momento é a Teoria das Vezes (assim apelidada por mim hehe), segundo a qual existem várias linhas do tempo (ou realidades paralelas ou, como eu gosto de chamar, vezes) e, em cada uma delas, os acontecimentos se dão de maneira diferente............mas como isso se aplica à Teoria da Pixar?! 


É o que vamos ver agora:
Na primeira VEZ (ou primeira linha do tempo), ainda não existia a Bruxa Boo na história de Valente, já que ela sequer era nascida na época. Logo, não existiram os feitiços que iniciaram a evolução dos objetos e dos animais e, por consequência, tal evolução não existiu. É isso mesmo que você está pensando: o Universo da Pixar era beeeeeeeeeeem diferente do que o que nós conhecemos..........mas como era esse universo? Não dá para saber exatamente como era, mas sabemos que não existiam animais e objetos falantes em Ratatouille, Procurando Nemo, Toy Story, Carros..........também é importante ter em mente que a Boo não conheceu o Sully nessa linha do tempo, pelo simples fato de que ele ainda não existia.
Pois bem, como eu disse, não dá para saber exatamente o que aconteceu nessa primeira VEZ, mas dá para imaginar mais ou menos: é provável que, com o desenvolvimento tecnológico, a Terra foi ficando cada vez mais poluída e as máquinas, cada vez mais evoluídas até assumirem o controle de tudo. Sim, existiu uma evolução das máquinas nessa primeira VEZ, mas trata-se apenas de uma evolução normal, decorrente do desenvolvimento tecnológico: os seres humanos foram construindo máquinas e robôs cada vez mais inteligentes até chegar ao ponto em que eles adquirem a capacidade de pensar por si só e, com isso, se juntam para dominar o mundo através da BNL.......ou seja, a história de Wall-E provavelmente ocorreu de maneira bem parecida com a que conhecemos: os seres humanos passam uma “temporada” longe da Terra por causa da poluição e depois voltam ao planeta e recolonizam..........


Com o passar do tempo, começam a surgir os monstros (que, segunda a teoria de Negroni, surgiram a partir da modificação dos animais ou através do cruzamento entre seres humanos e animais). Temos então os nossos queridos monstrinhos de Monstros S.A. e a história deve ter se dado de maneira bem parecida com a que conhecemos: há uma escassez de energia, o que leva os monstros a construírem portas que os levam ao passado para assustar as crianças e, assim, adquirir energia.........nisso, o Sully abre a porta do quarto da Boo e.......começa a segunda VEZ (ou segunda linha do tempo).


Na segunda VEZ, ainda não existe a Bruxa Boo na história de Valente, logo, continua não existindo a evolução dos objetos e dos animais........mas  há diferenças com relação à primeira VEZ: a Boo conhece o Sully, passa algum tempo no futuro, na civilização dos monstros, depois o Sully a leva de volta para o seu quarto no passado e destrói a porta..........como sabemos, a porta é reconstruída algum tempo depois e Sully volta a ver a Boo, mas é bem provável que as visitas foram encerradas em algum momento (e não duvido muito que a porta foi novamente destruída). Inconformada de nunca mais ver o seu gatinho, a Boo, de alguma forma, aprende a viajar no tempo usando a mesma “passagem” usada por Sully: as portas.


É, eu sei que é estranho imaginar uma menininha tão fofa e inocente como a Boo sendo uma bruxa, mas não se esqueça de que as aparências enganam..........e quando a gente para e pensa em algumas coisas, até que não é loucura imaginar que a Boo já tivesse nascido uma bruxa:




Lembra que, quando o Sully abriu a porta do quarto da Boo (para verificar se algum dos seus colegas estava lá assustando), não tinha ninguém lá dentro?! Só que quando o Sully se vira.....




.......ele vê a Boo brincando com a sua cauda! Não é estranho ela ter aparecido ali do nada?! Eu sei que é possível ela ter saído do quarto sem que o Sully visse, mas, convenhamos: não seria nada fácil fazer isso...... 




E lembra do Sully tentando colocar a Boo de volta no quarto?!




Até que ele conseguiu colocá-la, mas..........




......ela simplesmente aparece nas costas dele depois! Pois é, muito estranho uma criança nessa idade ter uma habilidade dessas, não é mesmo?!




E vocês já repararam que a Boo não se assusta fácil?! Afinal, ela fica um bom tempo longe de casa (e dos seus pais) em uma civilização desconhecida composta por várias criaturas estranhas...........qualquer pessoa, principalmente uma criança, ficaria no mínimo bastante desesperada para voltar para casa, certo?! Só que a Boo, indo contra toda a lógica do que esperar de um ser humano normal, lidou super bem com a situação! Pode ser que ela já estivesse tão acostumada com "aventuras estranhas" (e com o fato dela mesma ser estranha), que não sentia medo tão facilmente............



Enfim, é possível que a Boo já tivesse poderes desde pequena e, com o tempo, foi aperfeiçoando-os até conseguir descobrir como viajar no tempo para procurar o Sully. Não sabemos se ela passou boa parte da vida viajando ou se ela só aprendeu a viajar no tempo depois de velha. Também não sabemos se ela já conseguiu encontrar o Sully ou se ainda está o procurando........é possível que ela já tenha o encontrado, mas continuou viajando por outro motivo, talvez para pegar mais magia (e, assim, fortalecer seus poderes) das famosas “chamas azuis” que vemos em Valente......
Muitos inclusive acreditam que foi a Boo quem colocou os Easter Eggs (para quem não sabe, Easter Egg é qualquer coisa intencionalmente escondida dentro de alguma obra, seja ela filme, livro, jogo......) nos filmes da Pixar, o que não é uma teoria totalmente sem fundamento:




Em Valente, vemos que a bruxa está fazendo um carro da Pizza Planet de madeira........




E, também na casa da bruxa, podemos ver a figura do Sully esculpida em um pedaço de madeira..............



Ou seja, há uma nítida ligação da bruxa com os Easter Eggs presentes em Valente. Logo, é possível que ela também esteja ligada aos Easter Eggs presentes nos demais filmes (mas trata-se de uma questão bastante complicada e cheia de controvérsias, que é melhor analisada no post Easter Eggs e a Teoria da Pixar - Analisando as contradições).
Enfim, voltando a onde paramos, Boo descobre como viajar no tempo, mas não sabemos se ela fez outras viagens antes de ir para a época em que se passa Valente. Só sabemos que, em algum momento, ela foi para essa época, fazendo surgir uma nova VEZ (não sabemos se é a terceira, quarta.........décima vez.......isso depende do tanto de viagens que a Boo havia feito até então), que é a VEZ em que finalmente temos a bruxa realizando os feitiços que dão origem à evolução dos objetos e dos animais e, portanto, temos o Universo da Pixar do jeito que conhecemos (ou, pelo menos, bem parecido com o que conhecemos), com animais e objetos falantes........

Só que não dá para saber se essa é a VEZ em que se passa o Universo da Pixar exatamente como conhecemos, com todos os Easter Eggs e tudo mais..........afinal, pode ser que a Boo tivesse ido para outras épocas depois da “temporada” que passou na história de Valente e, claro, é provável que ela foi deixando ainda mais Easter Eggs nas outras histórias (lembrando que a cada viagem surge uma nova VEZ)............até termos o nosso querido Universo da Pixar EXATAMENTE como conhecemos! 



Por mais que eu tenha tentado ser clara, sei que é um assunto difícil de entender, então, montei esse esquema para ajudar:





Então é isso gente, espero mesmo que tenham gostado! Quero deixar claro que a minha intenção é apenas levantar discussões bacanas sobre um tema tão interessante quanto esse. De forma alguma pretendo criar uma "verdade absoluta", então, fiquem à vontade para criticar e mostrar os possíveis "furos" presentes na minha ideia. Ah, e para quem curte posts assim, tenho um nesse estilo sobre o filme Interestelar (que também levanta discussões envolvendo viagem no tempo). Então, não perca: Paradoxo do Tempo em Interstellar - Possíveis Teorias.




Bjinhos pixarianos, Tati.


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Cidades de Papel - Análise Crítica (SEM SPOILERS)




Oi gente, hoje vou fazer uma breve análise de “Cidades de papel” (Paper Towns), que eu assisti há algum tempinho no cinema (sei que estou atrasada na resenha, me desculpem por isso). Como a maioria de vocês já devem saber, é baseado na obra literária de John Green, o mesmo autor de “A culpa é das estrelas” (The Fault in Our Stars). Confesso que não li o livro, mas, pelo que andei pesquisando, me parece que o filme não se destoou muito da história original. Podem me corrigir se eu estiver enganada.......
Enfim, eu realmente não sabia quase nada da trama. E, assistindo ao trailer, acreditei que seria uma história cheia de suspense, com enigmas para se resolver, situações complexas para se investigar, mistérios a serem desvendados..........em outras palavras, achei que seria algo ao estilo Dan Brown, só que inserido no universo teen.
Conforme fui assistindo ao filme, porém, vi que não era bem o que eu estava esperando. Teve sim mistério, investigação, enigmas, só que de uma maneira beeeeeem mais light do que eu imaginava que seria. A tensão da narrativa ficou bem diluída em meio a outros dramas típicos do mundo teen: aquela velha questão de estar excluído do grupo popular da escola; insegurança de perder a virgindade; problemas de auto confiança e preocupação excessiva com o que os outros pensam; receio do futuro, de ir para a faculdade e se afastar dos amigos.......ou seja, está mais para uma história típica de adolescentes, só que com um pouco de mistério, do que para uma trama de mistérios com alguns elementos do universo teen.
A parte final da história concretiza de vez o que eu já estava suspeitando: o objetivo do filme, de fato, era outro. Confesso que saí do cinema bem desapontada, mas, refletindo melhor depois, percebi que não deveria julgá-lo por não ser o que eu esperava que fosse, mas sim analisá-lo pelo que ele é. A verdade é que a trama contém uma reflexão bem interessante e de importante aplicação em nossa vida. Perceber isso me fez mudar de ideia sobre o filme ter sido uma perda de tempo.
Se recomendo a assistir?! Olha, acredito que compensa sim, mas se você for que nem eu e preferiria uma história com mais mistérios e suspense (e com menos draminhas adolescentes), talvez fique um pouco desapontado. Só que aí tenta fazer o que fiz: analise o filme pelo que ele é e não pelo que esperava que fosse, e aí você vai ver que valeu a pena gastar um pouco do seu tempo conhecendo mais dessa obra que é uma verdadeira lição de vida, onde você aprende se divertindo.

Então é isso gente, espero que tenham gostado. Fique à vontade para comentar o que quiser, mas avise se for dar spoilers, ok?! Deixe também o link do seu blog ou canal, para eu poder visitar e comentar.

Paper Kisses for you guys,

Tati.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Sociedade dos Poetas Mortos: Análise Crítica (SEM SPOILERS)




Há alguns dias atrás eu estava entediada em casa, passando os canais na TV sem achar nada que me interessasse, até que dei uma passada no Tele Cine Cult e me deparei com o clássico Sociedade dos Poetas Mortos (para quem prefere o título original, Dead Poets Society). É um filme relativamente antigo (é de 1989) e eu já tinha inclusive assistido a uma parte dele há muitos anos atrás, só que nem lembrava direito da história (mas lembrava que tinha achado interessante rsrs). Então, resolvi assistir.

A história retrata o cotidiano dos alunos da Academia Welton, uma escola preparatória para jovens extremamente conservadora e tradicional. Contudo, o professor de poesia John Keating (interpretado por Robin Williams), se mostra ser bastante diferente dos demais docentes da instituição. Ensinando uma filosofia baseada na ideia do Carpe diem ("aproveite o dia", ou seja, aproveite a vida porque ela é muito curta para se desperdiçar), alguns alunos começam a adotar tal ensinamento em suas vidas e criam a "Sociedade dos Poetas Mortos", inspirada na sociedade que o prof. Keating participava em seus tempos de colégio. Os estudantes, então, passam a fugir da escola à noite e a se encontrar secretamente em uma caverna dentro da floresta que havia ali perto, onde se divertem contando histórias e poesias, rindo à toa e falando o que desse na telha, sem se sentirem reprimidos por nada nem ninguém.

Os ensinamentos de Keating, entretanto, não se restringem apenas a incentivar os alunos a se divertirem mais. Serve também para motivá-los a perseguirem seus objetivos, sem se importar com a opinião alheia. E, assim, os estudantes criam coragem para lutar por suas metas individuais: Neil decide seguir seu sonho de ser ator, apesar de ir contra a vontade de seu pai; Todd começa a ganhar mais autoconfiança; Knox vai atrás da garota por quem é apaixonado, mesmo sabendo das dificuldades que teria que enfrentar......   

Só que nem tudo são flores: quando os meninos começam a abusar da liberdade e a se meterem em confusão, o prof. Keating dá um "puxão de orelha" e adverte que ser livre implica em ter responsabilidade e conhecer seus limites, afinal, um verdadeiro sábio tem consciência de quando é hora para se divertir e de quando é hora de se conter. Também ensina que devemos ter coragem para enfrentar as coisas (ou pessoas) que tememos e ser pacientes em aguardar o momento mais oportuno para seguir nossos sonhos. Infelizmente, nem todos os alunos dão ouvidos aos conselhos do professor e acabam tendo que arcar com sérias consequências posteriormente.......

Enfim, o filme contém uma reflexão extremamente pertinente e de importante aplicação prática na vida de cada um de nós: você já deixou de fazer alguma coisa que quisesse muito por medo do que os outros iriam pensar? 


Se SIM: é com muita frequência que você faz isso? Será que você não está deixando a sua vida passar diante dos seus olhos e perdendo incríveis oportunidades de ser feliz?
 

Se NÃO: você costuma ter bom senso na hora de tomar suas decisões? Conhece seus limites e pensa bem nas consequências de suas atitudes?


Reflita bastante sobre essas perguntas e veja se talvez não seria uma boa ideia começar a adotar um pouco da filosofia do prof. Keating: tenha coragem para aproveitar mais a vida e fazer o que te deixa feliz, mas, claro, tendo consciência dos seus limites e sempre usando o bom senso para poder tomar suas decisões de maneira sábia.

E quanto ao filme em si, não preciso nem dizer que amei e que super recomendo a assistir, né?! Então, se você ainda não viu (ou já viu há muito tempo e nem lembra direito como é, que foi o meu caso rsrs), não perca tempo e trate já de assistir a essa verdadeira obra-prima!




Então é isso gente, espero que tenham gostado e fique à vontade para comentar o que quiser, mas avise se for dar spoilers, ok?! E não se esqueça de seguir o blog e de deixar o link do seu para eu poder visitar e comentar.



Bjinhos carpe dianos, Tati.


domingo, 3 de maio de 2015

Grey's Anatomy - A MORTE



Confesso que não assisto a Grey’s Anatomy há muitos anos (mas sei do que acontece por alto). Não tenho paciência para tanto drama: os episódios são muitos angustiantes, sempre tem alguém à beira da morte ou passando por alguma situação extremamente trágica, mal dá tempo do telespectador "respirar".........isso nos episódios NORMAIS, em que apenas os pacientes morrem. Já em alguns episódios mais esporádicos, é a vez dos médicos morrerem também e, para isso, acontece de tudo: atropelamento por ônibus, um perturbado que entra no hospital atirando em todo mundo,  avião que cai............enfim, tudo muito “forçando a barra”. Não tenho paciência para isso. Afinal, é um seriado  sobre o COTIDIANO MÉDICO  e o número de mortes (entre outras tragédias) do elenco principal é maior do que em muitos seriados de ação que vejo. Deve ser uma competição com Game of Thrones, só pode..........

(SE VOCÊ NÃO QUER SABER DE SPOILERS, PARE DE LER AQUI! )

Pois é, apesar de não acompanhar mais o seriado Rei do Drama, não pude deixar de assistir ao episódio que mostrou A MORTE. Quando fiquei sabendo quem iria morrer, não acreditei. Sabia que a Shonda Rhimes (roteirista de Grey’s Anatomy) era doida, mas não sabia que era tanto. Entendo que o Patrick Dempsey (que interpretava o Derek Christopher Shepherd) ia sair do seriado e que precisavam tirar o personagem de alguma forma, mas PRA QUÊ MATAR? Seria muito mais sensato deixar o coitado vivo, morando em outra cidade, se dando bem na profissão.........sei que o problema maior seria decidir como ia ficar o relacionamento com a Meredith, sua esposa, mas não era muito difícil de resolver: eles podiam se separar por algum motivo (algo sensato e bem construído e preparando o leitor aos poucos para enfrentar essa realidade), ou continuavam juntos e ele ia visitá-la de vez em quando, fazendo uma participação especial em alguns episódios. Pronto. Não há necessidade de matar um dos personagens mais marcantes do seriado.........só que as coisas não são bem assim para uma dexteriana como a Shonda. Ela TINHA que matar. Então, tentando respeitar os desejos psicopatas da roteirista, vamos, por um instante, nos conformar de que tinha que ter morte.
Tá, agora que nós “aceitamos” a morte, vamos passar para a próxima fase, que é a de analisar O JEITO COMO A MORTE ACONTECEU, que foi extrema ridícula, frustrante, tosca, tudo de ruim que se pode imaginar. Disse que tinha assistido ao episódio, mas na verdade assisti apenas a partes dele, não aguentei assistir de maneira contínua, fui “pulando” para diminuir a tortura. Para começar, como eu já sabia que o Derek ia morrer, foi extremamente frustrante assistir à primeira parte, em que ele quase sofre um acidente de carro, mas consegue evitar e dá uma de herói, tentando ajudar as pessoas que se acidentaram. Fiquei doida nessa hora. Não conseguia entender: como assim? Não era para ELE se acidentar? Será que algum carro vai atropelá-lo enquanto ele tenta ajudar essas pessoas? Nossa, foi horrível ficar “na expectativa”. Não aguentei e fui pulando até a parte em que o Derek resolve tudo, a ambulância chega e leva as vítimas para o hospital. Aiiiiiiiii deve ser agora!
E foi.
Não podia ter sido mais ridículo: o Derek entra no carro, sai do acostamento e para no MEIO da rodovia para atender o celular (claro né, super sensato fazer isso, quem não gosta de viver perigosamente?!) e, como não tinha nenhum veículo se aproximando, o Shepherd brilhantemente decide atender ali mesmo, mas, quando ele vira a cara para a estrada de novo (cerca de uns dois segundos depois), aparece um caminhão, a 1000 por hora, já praticamente encostado no seu carro (primeiro que a rua deveria estar interditada por causa do acidente anterior; segundo que não dava para o caminhão ter andado aquele espaço todo em tão pouco tempo, até porque veículos maiores se locomovem mais devagar; terceiro que, mesmo se tivesse dado tempo, o caminhoneiro só podia ser cego para não ter visto um carro parado no meio da estrada e diminuído a velocidade, além de que, o Derek devia ser surdo para não ter ouvido o caminhão chegando antes) e, sem tempo de tomar qualquer atitude, o protagonista sofre o acidente.
Depois a coisa toda só foi ficando ainda mais ridícula. Shepherd é levado para o mesmo hospital em que as vítimas do outro acidente tinham sido levadas. Um hospital com médicos despreparados para lidar com ferimentos na cabeça (assisti sem legenda e meu inglês está meio enferrujado, então, por favor, não estranhem o linguajar genérico de quem entendeu mais ou menos o que estava acontecendo rsrsrs), que era o que o protagonista tinha. E o mais frustrante de tudo é que nós, telespectadores, podíamos ouvir os pensamentos de Derek. Ele sabia exatamente qual era o seu problema (isso é que é médico bom hein, tá quase morrendo e ainda assim consegue dar um diagnóstico bastante preciso), mas não conseguia falar. Para completar, uma das vítimas do outro acidente (estavam todos no mesmo hospital, relembrando) viu que o seu herói estava lá, quase morrendo, e foi lhe falar palavras de incentivo (“você vai conseguir, eu sei que vai..... e blablablá”). Óbvio que pulei essa parte. Não tinha mais paciência para aquilo. Quando essa tortura vai acabar????? Socorrooooooooooooooo
Pulei para a parte em que a equipe de médicos incompetentes descobre o que o Derek tem e manda chamar um médico especializado no problema, que só poderia chegar ali em vinte minutos, para o desespero de todos. O próprio Shepherd, ouvindo, pensa: "vai ser tarde demais" (legal saber que vai morrer desse jeito, de uma maneira honrosa e gratificante..........só que não hahá). E assim foi. Quando o médico chega, o coitado já estava inconsciente e não tinha mais jeito de reverter a situação. Ufa, pelo menos a parte mais agoniante já passou, agora é hora de se emocionar com a despedida.......
Só que nem a despedida foi emocionante como pensei que seria. A Meredith ficou dando uma de durona o tempo todo, deu uma bronquinha na médica que estava chorando por não ter conseguido salvar o Derek (bronca do tipo “supera isso, agora vai lá salvar outros e blablablá”...........afinal, médico eficiente para a Shonda tem que ser insensível que nem ela) e, quando foi falar com o marido pela última vez, antes de desligar os aparelhos, não soube demonstrar o quanto o amava. Ao invés de fazer uma declaração linda e emocionante (sei lá, talvez algo como “nunca amei alguém como te amo, obrigada por ter feito parte da minha vida, jamais vou te esquecer, não sei o que vai ser de mim agora”), ela simplesmente ficou chamando-o pelo nome (“Derek? Derek? Derek?”), mesmo sabendo que não iria obter respostas (tipo “Tá quase morto mesmo ou ainda dá para acordar, querido? Ishiiiiiiiii acho que não tem jeito mesmo não, fazer o quê né.....”).
Conformada de que o marido não estava brincando de fingir de morto, Meredith começa a lembrar dos momentos que passaram juntos (foi no estilo do final de Amanhecer parte II, com a diferença que lá todos iriam viver felizes pela eternidade) e, terminada a sessão nostalgia, chega A HORA: a enfermeira pergunta se ela está pronta e obtém como resposta um “Não, mas vai lá” (tipo “termina logo com isso que eu quero ir embora”). Os aparelhos são desligados, Derek morre e Meredith fica lá parada encarando-o com uma cara de “por quanto tempo será que eu ainda tenho que ficar aqui? Já posso ir embora?”. E acaba.
Ouvi dizer que Patrick Dempsey saiu do seriado por causa de desentendimentos com a Shonda. Imagino que deva ser isso mesmo. Para dar um final tosco desses a um dos personagens mais marcantes de Grey’s Anatomy, só pode ser para se vingar do ator. Não tem outra explicação. Atitude extremamente egoísta e infantil, sem pensar nos fãs, que ficaram arrasados. Se até eu (que não acompanho a série) fiquei revoltada com esse episódio, imagina como foi para quem acompanha a história há anos e ama o Derek? Fiquei sabendo de gente que jurou nunca mais assistir ao seriado, de gente que quer que a Shonda caia e quebre o braço e de quem até a ameaçou de morte. Claro, também não é para tanto, mas convenhamos né, ela estava pedindo (aliás, implorando). De qualquer maneira, não acharia ruim se a audiência reduzisse drasticamente. Aí sim passariam a respeitar mais os fãs e entender que, sem eles, não se tem nada.


Então é isso gente, tentei fazer uma análise divertida desse episódio trágico para descontrair um pouco. Desculpa se aborreci alguém com as minhas ironias, realmente não era essa a minha intenção. Enfim, não deixem de seguir o blog e me acompanhar nas redes sociais para mais posts como esse.

Desejo força a todos os corações arrasados,

Beijinhos shepherianos, Tati.


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Cinderella - Análise Crítica




Apesar de já ser adulta (bem, em tese deveria ser né.....), jamais vou deixar de parecer uma criança assistindo aos clássicos da Disney, que tanto marcaram a minha infância. E SIM, claro que fiquei super empolgada ao saber do mais novo filme de Cinderela. E SIM, assisti no cinema e gostei muito de ter momentos nostálgicos da minha infância. E SIM, amei a escolha de Richard Madden (simplesmente o ator mais gato de Game of Thrones) para interpretar o príncipe. E SIM, detestei o cabelinho cafona que ele usou no filme.........mas tá, chega de mimimi e vamos para a análise:

1. Escolha dos personagens

Não tenho nada a reclamar da escolha dos atores, inclusive no que diz respeito à Cinderela, interpretada por Lily James. Algumas pessoas não concordaram, dizendo que ela é “feinha e sem graça para o papel”, que “até a madrasta é mais bonita” e um monte de outros argumentos fúteis sem qualquer valor. Não entendo o sentido de se esperar que apenas mulheres absurdamente lindas fiquem com os papéis principais. Afinal, o que realmente importa é que o ator tenha condições de interpretar o personagem que pretende ser, não é?! E, ao meu ver, a atriz demonstrou muito bem ser capaz da importante tarefa a ela atribuída: foi uma Cinderela absolutamente encantadora, meiga, fofa.........enfim, todas as qualidades que se esperava dessa princesa tão querida!
Como já disse no começo, gostei muito da escolha de Richard Madden para o papel do príncipe Kit e, antes que alguém me chame de hipócrita, quero deixar claro que gostei da escolha não por se tratar de um cara que acho lindo (até porque, convenhamos né meninas, a beleza dele foi bastante desperdiçada no filme..........aquele cabelinho escovado para trás não foi nada feliz), mas por ser um ator que conseguiu incorporar bem o papel de ser um príncipe charmoso, gentil, humilde.........
O resto do elenco também teve um bom desempenho: a Cate Blanchett estava incrível como madrasta, extremamente elegante e perigosa (ui!) e a relação dela com as filhas era muito hilária (apesar da caricaturização excessiva e o humor um tanto que forçado em algumas cenas); a atuação dos pais da Cinderela também foi satisfatória e achei bem cativante o amor e união da família, apesar de ser uma felicidade um tanto que "surreal", o que dá para relevar, já que tudo no filme é pouco (às vezes muito rsrs) exagerado.


2. Vantagens com relação à história original

No que diz respeito à adaptação em si, gostei muito também. Foi bastante fiel à história original e gostei muito de terem modificado alguns pontos: 
- os ratos não falavam e apareceram bem menos do que no original (para a minha alegria, já que era um saco ouvir as conversinhas deles e assistir às suas longas e tediosas aventuras com o gato Lúcifer); 
- o príncipe teve uma participação bem mais significativa no filme, além de ter que enfrentar questões mais complexas, como a insistência do pai para que se casasse por interesse (no desenho ele quase não aparece e fala apenas algumas poucas palavras, além de poder se casar com quem quiser); 
- o filme mostra um pouco da infância de Cinderela, antes de perder os pais (no original, há uma narradora que faz um breve resumo do que aconteceu na vida da protagonista, mas a história mesmo começa com ela já adulta, órfã de pais, morando no sótão e sendo explorada pela madrasta e suas filhas); 
- no filme, a madrasta quebra o sapatinho de cristal que tinha ficado com a Cinderela e, depois, ela experimenta o do príncipe (no desenho, é o contrário: o do príncipe quebra e ela mostra que tem outro igual e experimenta.........meio idiota, né?! Ainda bem que mudaram isso rsrsrs).


3. Desvantagens com relação à história original

Apesar de ter gostado da adaptação, nem tudo são flores. Algumas coisas me incomodaram um pouco: 

- o cabelinho cafona do príncipe fez com que ele aparentasse ser um boyzinho riquinho metido à besta, ao invés de um homem maduro prestes a ser rei e em busca do verdadeiro amor; 
- o modo como a Cinderela chegou no baile, chamando a atenção de todos e já indo conversar com o príncipe tirou todo o encanto da coisa (no original, ela chega discretamente na festa, o príncipe a vê de longe e larga tudo para falar com ela, o que foi bem mais romântico......não estou dizendo que deveria ter sido exatamente assim, mas seria bem mais emocionante se tivesse um pouco de teasing: ele vê a misteriosa garota no vestido azul, mas não sabe quem é; trocam olhares; ele desconfia que pode ser quem está pensando, mas não tem certeza se é ela..........);
- a cena dos dois brincando de balanço no jardim, pouco antes de ela ir embora do baile, foi bem idiota (no desenho, eles conversam por muito tempo e, justo na hora que de se beijarem, o relógio bate meia-noite e ela sai correndo.........bem mais sexy e instigante, não é?!); 
- a apatia da Cinderela quando os guardas do reino chegam na sua casa (para que experimentassem o sapato) foi de matar, deu vontade de esganá-la por sequer ter tentado gritar para que os visitantes soubessem de sua existência (no desenho, ela quer experimentar o sapatinho desde antes a chegada dos guardas, mas a madrasta a tranca no sótão e, desesperada, ela começa a gritar, mas ninguém a escuta..........felizmente, seus amiguinhos ratos conseguem pegar a chave escondido e levar à tempo para Cinderela, que destranca a porta e vai correndo experimentar o sapato que mudaria sua vida para sempre!).


4. O que esperar do filme

Se trata de um filme feito para o público infantil (então, nada de beijos longos e quentes rsrs) e tem todo aquele ambiente ao estilo “mundo mágico da Disney”, com personagens um tanto que caricaturizados (alguns mais e outros menos), o que não agrada muito o público mais adulto. Então, você que se encaixa nessa situação, tenha ciência disso e assista com o intuito de se divertir e ter momentos nostálgicos da sua infância (que foi o que eu fiz). Aí sim vai compensar!
Então é isso gente, espero que tenham gostado e não esqueçam de comentar, me seguir no blog e nas redes sociais para mais posts como este! Ah, quem aqui já assistiu “Para Sempre Cinderela”, com a Drew Barrymore? Filmaço hein, vale a pena conferir! A melhor versão estilo real life de Cinderela que já assisti! Bem que podia ter mais filmes assim........

Então até logo, Disney lovers!

Bjs, Tati.

domingo, 5 de abril de 2015

HIMYM - Especial de 1 ano desde o final




Para quem não se lembra, completou um ano desde que saiu o tão esperado episódio final de How I Met Your Mother (que foi ao ar no dia 31/03/2014) e, o que era para ser algo extremamente previsível, acabou sendo um verdadeiro soco na nossa cara. Como diria meus professores de português do ensino médio, foi  uma verdadeira quebra de expectativa.......nesse caso, de entrar para a história! Absolutamente inesquecível e com certeza merece um post de comemoração pela data nostálgica, em que vou fazer uma análise bem divertida dessa série de TV que conquistou (e também arrasou) o coração de muita gente. Já adianto que contém vários spoilers, então, se for o caso de você ainda não ter começado ou terminado de assistir ao seriado e não quiser sabe o final (nossa, será que realmente existe alguém que não sabe?!), não leia o resto do texto.
How I Met Your Mother foi construído na expectativa de saber quem é a misteriosa mãe dos filhos do protagonista Ted Mosby, que simplesmente levou nove temporadas para concluir a história de como conheceu a esposa. Foram oito temporadas de total expectativa, imaginando quem seria a tal garota tão especial, que provavelmente seria revelada apenas no último episódio. Para a surpresa de todos, não foi assim. No final da oitava temporada, já podemos ver quem é a mãe, aliás, tudo indicava que era ela, mas ainda não tinha sido confirmado. Para a maioria de nós, inclusive eu, se tratava de uma mera “pegadinha” dos produtores para nos fazer acreditar que aquela era a mãe e, depois, nos deixar frustrados por não ser. Ai, como somos inocentes......
Tamanha foi a minha surpresa (e imagino que a de muita gente) quando, logo no início da nona temporada, Ted confirmou que a garota (cujo nome é Tracy McConnell, para quem não se lembra) era de fato a mãe dos meninos. Aí pronto, não entendi mais nada. Se a única surpresa da história já tinha sido revelada, então o que restava para o final? Foi então que cheguei à conclusão de que os produtores agiram bem, afinal, se a mulher fosse revelada apenas no último episódio, que graça teria? Mal mostraria o Ted se apaixonando por ela, a vida dos dois juntos......então, pensei comigo, fizeram bem em nos deixar na expectativa por quase todo o seriado e reservar a temporada final para que “aproveitássemos” o casal. Ai, como sou esperta (só que não hahá).
Conforme fui assistindo aos episódios da última temporada, minha decepção só ia aumentando, não entendia o porquê de tanta enrolação (a maioria dos episódios foram extremamente chatos, convenhamos) se tinha tanta coisa mais interessante para mostrar. Estava louca para saber mais detalhes sobre a história de amor do Ted e da Tracy, da vida deles juntos, do nascimento dos filhos......mas tínhamos que nos contentar com alguns breves flashes do futuro, totalmente fora de ordem cronológica. Não entendia o sentido daquilo. Foi então que comecei a criar outra teoria: os produtores querem nos deixar com expectativa para a festa de casamento, que é quando o Ted vai encontrá-la pela primeira vez, vão trocar olhares apaixonados, ele vai perguntar sobre a garota para seus amigos (afinal, todos já a conheciam) e ficar louco para conversar com ela, mas, por algum motivo, só vai ter essa chance depois da festa...........
Foi então que finalmente saiu o último episódio! Mal podia calcular o tamanho da minha ansiedade e emoção quando comecei a assistir às primeiras cenas da festa: aparece o Ted sentado conversando com os amigos e aí, de repente, ele olha para o lado (é agora, é agora!) e a vê pela primeira vez (é agora, é agoraaaaaaaa); mostra ela tocando guitarra e com o olhar perdido (aiiiiiiiii encara ele logo, caramba!); volta para o Ted fazendo uma cara de, sei lá, admiração (aiiiiiiiiiiiiiiii que tenso!) e............e...........vinheta de abertura........calma, já vai voltar para a festa.........e de fato voltou, mas apenas para mostrar Ted se despedindo dos amigos e PRONTO, depois já passou para a cena dele sentado esperando o trem chegar...... what a f***???? Tá, desisto. Pelo visto esses produtores são uns idiotas mesmo. Dane-se! Só vou assistir a essa droga sem pensar em mais nada! Humpf!
E realmente não pensei em mais nada. Nem conseguia. A cada minuto o episódio ia ficando cada vez mais estranho: a Robin e o Barney se separam e ele volta a ser um mulherengo imaturo, o que foi um retrocesso bem desapontante, mas ainda bem que encontrou um novo rumo na vida depois do nascimento da sua filha (a cena mais fofa de todas e que emocionou a chorona aqui); a Robin se distancia dos amigos e insinua coisas suspeitas como “não quero ver o homem com quem eu deveria ter ficado junto da linda mulher de seus filhos”; Ted e Tracy levam anos para se casarem de fato (me diz qual é a graça de comemorar o “fim da busca pelo verdadeiro amor” se você já está com a pessoa há 7 anos????); depois da cena do seu casamento e antes de contar como conheceu a esposa, Ted faz um discurso muito estranho, onde fala coisas do tipo “eu sabia que deveria amar essa mulher o máximo que conseguisse e pelo tempo que conseguisse (como assim?!)..........e carreguei essa lição comigo quando ela ficou doente (doente como? Um leve resfriado, uma pneumonia ou..........câncer????Aiiiiii socorroooooooo)”.
Tudo muito, muito, MUITO esquisito.......será que ela.....? Não, claro que não! Ora, onde já se viu pensar em uma coisa dessas?! Calma, daqui a pouco vou ver que não é nada disso que estou pensando...........mas era de fato ISSO MESMO.........
UAU!
Sem mentira nenhuma, tive que rever a cena umas quatro ou cinco vezes para conseguir acreditar! Conforme o choque ia passando, tudo começou a fazer sentindo: a Tracy quase não apareceu na história e não se preocuparam muito em mostrar mais detalhes da vida dela com o Ted porque esse nunca foi o foco do seriado. Os produtores apenas quiseram nos fazer acreditar que era. E fizeram isso muito bem. Foi uma verdadeira jogada de mestre: primeiro nos fizeram criar expectativa sobre quem seria a mãe, o suposto verdadeiro amor da vida de Ted; depois nos fizeram ficar na expectativa de saber se a mulher mostrada no final da penúltima temporada era de fato a mãe; depois da confirmação de que era ela mesmo, ficamos na expectativa de ver, em detalhes, a história de amor do casal; depois de nos conformarmos que só teríamos breves flashes da vida deles juntos, a única expectativa que criamos é a de simplesmente esperar para saber como de fato se conheceram, o que era um tanto que desapontante. Depois de tantas temporadas criando expectativa pelo final, acaba que agora não tem muito mais o que esperar dele......
E foi exatamente esse o ponto crucial da jogada: fizeram todos nós acreditarmos que não tinha mais nada de extraordinário para acontecer, afinal, pelos breves flashes do futuro, já sabíamos que todos viveriam super felizes juntos: Ted e Tracy, Lily e Marshall, Robin e Barney (graças à cena, inicialmente mostrada fora de contexto, dos dois farreando na Argentina após três anos de casados). Também teve aquela coisa toda do Ted “libertando” a Robin (lembra da cena da praia, na manhã do dia do casamento?!), o que nos fez ter ainda mais convicção de que ele teria enterrado esse amor para sempre. Ou seja, foi tudo meticulosamente planejado para que esperássemos um final ultra clichê e sem surpresas.......
Tá, não vou mentir, gostei muito desse planejamento todo, apesar de achar que eles exageraram na dose ao nos fazer engolir aquele tanto de episódio chato da última temporada. Tudo bem ter um pouco de enrolação, afinal, faz parte da jogada: nós ficamos entediados, aguardando um final que já nem tem muito o que revelar, só assistindo por assistir........e aí, quando não poderíamos estar mais desprevenidos, BAM! Explode a bomba. Enfim, faz parte, mas daí fazer uma temporada de 24 episódios, quase que inteira de enrolação, já é querer torturar o telespectador. Por que não fazer uma temporada mais curta, de 15 ou 12 episódios? Daria para enrolar de uma maneira bem menos desgastante.
Outra coisa que também me incomodou um pouco foi a forma desesperada e repentina pela qual Ted demonstrou ainda ser muito apaixonado pela Robin: depois que a história foi chegando na reta final (a partir da oitava temporada, se não me engano), o protagonista começou a expressar um amor louco pela canadense, como se do nada ele tivesse voltado a ser o mesmo carinha super apaixonado do começo do seriado. Não foi uma construção muito boa. Tá certo que já tiveram sim alguns episódios mais antigos em que ele demonstrou ainda amá-la, mas foram momentos bem isolados e, em grande parte, não me convenceu.
Claro que não estou dizendo que o personagem deveria ter passado o seriado todo fazendo declarações de amor. Pelo contrário, os produtores deveriam ter tentado mostrar, de uma maneira SUTIL, que ele nunca deixou de amá-la. Infelizmente, consigo me lembrar de apenas uma única vez em que isso ocorreu: foi quando a Robin descobriu ser infértil, o que a deixou arrasada (apesar de nunca ter sido fã de crianças) e, percebendo que estava triste, Ted tenta animá-la fazendo uma decoração linda e super bem elaborada de Natal. Foi uma das cenas mais lindas do seriado: Robin chega em casa, se depara com a surpresa e, em seguida, Ted a reconforta (mesmo não sabendo qual era o motivo de sua tristeza) e os dois se abraçam.
Mesmo não tendo beijo ou declarações de amor, foi uma cena que conseguiu demonstrar, de uma maneira fantástica, o tanto que ele ainda se importava com ela e, mais que isso, conseguiu me fazer lamentar o fato de que os dois não ficariam juntos (como quase todo mundo, nem desconfiava do final). Infelizmente, não tiveram mais cenas assim. Quero dizer, pode até ser que tiveram outras, mas não tão marcantes quanto essa (pelo menos para mim). Se os produtores tivessem usado mais dessa tática, o amor do Ted pela Robin teria sido muito mais convincente, o que renderia um final ainda melhor. Um final que seria marcante não apenas por ser surpreendente, mas também por ser bastante compreensível.
Então é isso gente, espero que tenham gostado de recordar um pouco desse final que, apesar de já ter ido ao ar há mais de ano, nunca deixará de ser polêmico! Sei que muita gente deve discordar do meu ponto de vista, então, fique à vontade para me criticar – desde que respeitosamente, é claro – e dar o seu próprio ponto de vista sobre a questão. Afinal, o mais divertido é a discussão, não é mesmo?!

Até logo então, HIMYM lovers!

Bjs, Tati.

domingo, 15 de março de 2015

50 Tons de Cinza - Análise Crítica



Apesar das críticas extremamente ruins sobre “Cinquentas Tons de Cinza”, assisti mesmo assim. Não li o livro e nem pretendo ler. Ouvir as pessoas falando sobre como era a história já me deixou completamente desanimada. Também não estava esperando muito do filme. Já imaginava que ia ser chato, mas confesso que estava um pouco curiosa, até porque muitos ficaram falando das cenas que eram tão ridículas que você morria de rir.......mas me contaram tantos detalhes sobre essas cenas que, quando fui assistir, já não tinha mais graça. Então, recadinho para você que ainda não viu o filme: não deixe a sua diversão ser estragada pelos spoilerteiros de plantão.
Tá, chega de conversinha e vamos ao que interessa: minha brilhante (quero dizer, humilde) opinião sobre o filme. Até gostei do começo, mas depois ficou muito chato. MUITO, MUITO, MUITO chato. Nem culpo os diretores, os roteiristas e o resto do pessoal por isso, afinal, eles não tinham muito o que fazer, já que estavam trabalhando com um material extremamente limitado (leia-se: um livro que praticamente não tem história). As únicas opções – na verdade, não são opções de fato, mas apenas hipóteses bem distantes da realidade – que talvez melhorariam a qualidade da trama seriam:
A) mudar drasticamente a história do livro – para, assim, poder fazer um filme que tivesse um enredo de verdade –  mas claro que ninguém iria ter coragem de fazer isso e enfrentar uma provável fúria dos fãs (não sei como, mas tem gente que gosta do livro do jeito que ele é: sem ter uma história de fato);
B) fazer apenas um filme sobre a trilogia inteira – juntar três livros que praticamente não tem história em um só talvez resultaria em uma historinha até um pouco intrigante e divertida – , mas claro que essa ideia seria absolutamente inconcebível, afinal, três filmes dão muito mais dinheiro que um só;
C) fazer quase que um pornô mesmo, com cenas de sexo bem explícitas – o que iria agradar bastante a um grupo específico de pessoas – mas também se trata de uma ideia inaceitável, já que o filme ficaria restrito aos maiores de dezoito anos (leia-se: menos pessoas para ir ao cinema e, consequentemente, menos lucro) e provavelmente não iria agradar aos fãs do livro.
Ou seja, realmente não tinha muito o que fazer e o resultado foi um filme extremamente chato, inclusive no que diz respeito às cenas de sexo. Como a classificação indicativa era de 16 anos, foi tudo muito light, típico de filme para adolescentes: mostra um pouco das preliminares e, na hora de começar o sexo de fato, tira da cena......
É praticamente um círculo vicioso que está presente em quase toda a trama: preliminares, sex......tira da cena; preliminares, preliminares, se.....tira da cena; preliminares, preliminares, preliminares, s......tira da cena.......ou seja, é um filme que tem várias cenas de sexo, mas que não mostram o sexo. Não é à toa que uma das sugestões  da lista de “opções para melhorar a trama” era fazer um filme mais pornográfico (apenas no sentido de ter cenas de sexo mais explícitas, não de ser um pornô de verdade, óbvio). Teria sido mais coerente  do que ser algo que não é nem uma coisa nem outra.........
Justiça seja feita, gostei muito de alguns aspectos da trama: não é tão machista quanto pensei que seria e me surpreendi com a Anastasia Steele! Achei que ela fosse ser uma coitadinha sem amor próprio e que fazia qualquer coisa para agradar o Christian Grey, mas vi que não é bem assim e fiquei muito feliz por isso. Além de que, amei a atuação da Dakota Johnson, ela tava tão fofa! Quanto ao Jamie Dornan, não tenho muito o que dizer. Muitos detestaram a atuação dele, mas, para mim, ele não fede nem cheira rsrsrs ta, pensando bem, talvez a escolha do ator não foi lá das melhores........de fato, a química do casal não era muito “palpável”.
Enfim, é um filme bem chato (tirando a parte do começo, que tem um pouco de história), mas certamente muitas pessoas que ainda não viram vão querer assistir por curiosidade. E não culpo vocês, afinal, também fiz isso rsrsrs  e é até legal ficar criticando o filme depois, seja com os amigos, seja fazendo um post no facebook ou no blog........

É isso gente, espero que tenham gostado! Não se esqueça de comentar e deixar o link do seu blog, canal, fan page........



Bjs, Tati.

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