quarta-feira, 29 de julho de 2015

Sociedade dos Poetas Mortos: Análise Crítica (SEM SPOILERS)




Há alguns dias atrás eu estava entediada em casa, passando os canais na TV sem achar nada que me interessasse, até que dei uma passada no Tele Cine Cult e me deparei com o clássico Sociedade dos Poetas Mortos (para quem prefere o título original, Dead Poets Society). É um filme relativamente antigo (é de 1989) e eu já tinha inclusive assistido a uma parte dele há muitos anos atrás, só que nem lembrava direito da história (mas lembrava que tinha achado interessante rsrs). Então, resolvi assistir.

A história retrata o cotidiano dos alunos da Academia Welton, uma escola preparatória para jovens extremamente conservadora e tradicional. Contudo, o professor de poesia John Keating (interpretado por Robin Williams), se mostra ser bastante diferente dos demais docentes da instituição. Ensinando uma filosofia baseada na ideia do Carpe diem ("aproveite o dia", ou seja, aproveite a vida porque ela é muito curta para se desperdiçar), alguns alunos começam a adotar tal ensinamento em suas vidas e criam a "Sociedade dos Poetas Mortos", inspirada na sociedade que o prof. Keating participava em seus tempos de colégio. Os estudantes, então, passam a fugir da escola à noite e a se encontrar secretamente em uma caverna dentro da floresta que havia ali perto, onde se divertem contando histórias e poesias, rindo à toa e falando o que desse na telha, sem se sentirem reprimidos por nada nem ninguém.

Os ensinamentos de Keating, entretanto, não se restringem apenas a incentivar os alunos a se divertirem mais. Serve também para motivá-los a perseguirem seus objetivos, sem se importar com a opinião alheia. E, assim, os estudantes criam coragem para lutar por suas metas individuais: Neil decide seguir seu sonho de ser ator, apesar de ir contra a vontade de seu pai; Todd começa a ganhar mais autoconfiança; Knox vai atrás da garota por quem é apaixonado, mesmo sabendo das dificuldades que teria que enfrentar......   

Só que nem tudo são flores: quando os meninos começam a abusar da liberdade e a se meterem em confusão, o prof. Keating dá um "puxão de orelha" e adverte que ser livre implica em ter responsabilidade e conhecer seus limites, afinal, um verdadeiro sábio tem consciência de quando é hora para se divertir e de quando é hora de se conter. Também ensina que devemos ter coragem para enfrentar as coisas (ou pessoas) que tememos e ser pacientes em aguardar o momento mais oportuno para seguir nossos sonhos. Infelizmente, nem todos os alunos dão ouvidos aos conselhos do professor e acabam tendo que arcar com sérias consequências posteriormente.......

Enfim, o filme contém uma reflexão extremamente pertinente e de importante aplicação prática na vida de cada um de nós: você já deixou de fazer alguma coisa que quisesse muito por medo do que os outros iriam pensar? 


Se SIM: é com muita frequência que você faz isso? Será que você não está deixando a sua vida passar diante dos seus olhos e perdendo incríveis oportunidades de ser feliz?
 

Se NÃO: você costuma ter bom senso na hora de tomar suas decisões? Conhece seus limites e pensa bem nas consequências de suas atitudes?


Reflita bastante sobre essas perguntas e veja se talvez não seria uma boa ideia começar a adotar um pouco da filosofia do prof. Keating: tenha coragem para aproveitar mais a vida e fazer o que te deixa feliz, mas, claro, tendo consciência dos seus limites e sempre usando o bom senso para poder tomar suas decisões de maneira sábia.

E quanto ao filme em si, não preciso nem dizer que amei e que super recomendo a assistir, né?! Então, se você ainda não viu (ou já viu há muito tempo e nem lembra direito como é, que foi o meu caso rsrs), não perca tempo e trate já de assistir a essa verdadeira obra-prima!




Então é isso gente, espero que tenham gostado e fique à vontade para comentar o que quiser, mas avise se for dar spoilers, ok?! E não se esqueça de seguir o blog e de deixar o link do seu para eu poder visitar e comentar.



Bjinhos carpe dianos, Tati.


domingo, 3 de maio de 2015

Grey's Anatomy - A MORTE



Confesso que não assisto a Grey’s Anatomy há muitos anos (mas sei do que acontece por alto). Não tenho paciência para tanto drama: os episódios são muitos angustiantes, sempre tem alguém à beira da morte ou passando por alguma situação extremamente trágica, mal dá tempo do telespectador "respirar".........isso nos episódios NORMAIS, em que apenas os pacientes morrem. Já em alguns episódios mais esporádicos, é a vez dos médicos morrerem também e, para isso, acontece de tudo: atropelamento por ônibus, um perturbado que entra no hospital atirando em todo mundo,  avião que cai............enfim, tudo muito “forçando a barra”. Não tenho paciência para isso. Afinal, é um seriado  sobre o COTIDIANO MÉDICO  e o número de mortes (entre outras tragédias) do elenco principal é maior do que em muitos seriados de ação que vejo. Deve ser uma competição com Game of Thrones, só pode..........

(SE VOCÊ NÃO QUER SABER DE SPOILERS, PARE DE LER AQUI! )

Pois é, apesar de não acompanhar mais o seriado Rei do Drama, não pude deixar de assistir ao episódio que mostrou A MORTE. Quando fiquei sabendo quem iria morrer, não acreditei. Sabia que a Shonda Rhimes (roteirista de Grey’s Anatomy) era doida, mas não sabia que era tanto. Entendo que o Patrick Dempsey (que interpretava o Derek Christopher Shepherd) ia sair do seriado e que precisavam tirar o personagem de alguma forma, mas PRA QUÊ MATAR? Seria muito mais sensato deixar o coitado vivo, morando em outra cidade, se dando bem na profissão.........sei que o problema maior seria decidir como ia ficar o relacionamento com a Meredith, sua esposa, mas não era muito difícil de resolver: eles podiam se separar por algum motivo (algo sensato e bem construído e preparando o leitor aos poucos para enfrentar essa realidade), ou continuavam juntos e ele ia visitá-la de vez em quando, fazendo uma participação especial em alguns episódios. Pronto. Não há necessidade de matar um dos personagens mais marcantes do seriado.........só que as coisas não são bem assim para uma dexteriana como a Shonda. Ela TINHA que matar. Então, tentando respeitar os desejos psicopatas da roteirista, vamos, por um instante, nos conformar de que tinha que ter morte.
Tá, agora que nós “aceitamos” a morte, vamos passar para a próxima fase, que é a de analisar O JEITO COMO A MORTE ACONTECEU, que foi extrema ridícula, frustrante, tosca, tudo de ruim que se pode imaginar. Disse que tinha assistido ao episódio, mas na verdade assisti apenas a partes dele, não aguentei assistir de maneira contínua, fui “pulando” para diminuir a tortura. Para começar, como eu já sabia que o Derek ia morrer, foi extremamente frustrante assistir à primeira parte, em que ele quase sofre um acidente de carro, mas consegue evitar e dá uma de herói, tentando ajudar as pessoas que se acidentaram. Fiquei doida nessa hora. Não conseguia entender: como assim? Não era para ELE se acidentar? Será que algum carro vai atropelá-lo enquanto ele tenta ajudar essas pessoas? Nossa, foi horrível ficar “na expectativa”. Não aguentei e fui pulando até a parte em que o Derek resolve tudo, a ambulância chega e leva as vítimas para o hospital. Aiiiiiiiii deve ser agora!
E foi.
Não podia ter sido mais ridículo: o Derek entra no carro, sai do acostamento e para no MEIO da rodovia para atender o celular (claro né, super sensato fazer isso, quem não gosta de viver perigosamente?!) e, como não tinha nenhum veículo se aproximando, o Shepherd brilhantemente decide atender ali mesmo, mas, quando ele vira a cara para a estrada de novo (cerca de uns dois segundos depois), aparece um caminhão, a 1000 por hora, já praticamente encostado no seu carro (primeiro que a rua deveria estar interditada por causa do acidente anterior; segundo que não dava para o caminhão ter andado aquele espaço todo em tão pouco tempo, até porque veículos maiores se locomovem mais devagar; terceiro que, mesmo se tivesse dado tempo, o caminhoneiro só podia ser cego para não ter visto um carro parado no meio da estrada e diminuído a velocidade, além de que, o Derek devia ser surdo para não ter ouvido o caminhão chegando antes) e, sem tempo de tomar qualquer atitude, o protagonista sofre o acidente.
Depois a coisa toda só foi ficando ainda mais ridícula. Shepherd é levado para o mesmo hospital em que as vítimas do outro acidente tinham sido levadas. Um hospital com médicos despreparados para lidar com ferimentos na cabeça (assisti sem legenda e meu inglês está meio enferrujado, então, por favor, não estranhem o linguajar genérico de quem entendeu mais ou menos o que estava acontecendo rsrsrs), que era o que o protagonista tinha. E o mais frustrante de tudo é que nós, telespectadores, podíamos ouvir os pensamentos de Derek. Ele sabia exatamente qual era o seu problema (isso é que é médico bom hein, tá quase morrendo e ainda assim consegue dar um diagnóstico bastante preciso), mas não conseguia falar. Para completar, uma das vítimas do outro acidente (estavam todos no mesmo hospital, relembrando) viu que o seu herói estava lá, quase morrendo, e foi lhe falar palavras de incentivo (“você vai conseguir, eu sei que vai..... e blablablá”). Óbvio que pulei essa parte. Não tinha mais paciência para aquilo. Quando essa tortura vai acabar????? Socorrooooooooooooooo
Pulei para a parte em que a equipe de médicos incompetentes descobre o que o Derek tem e manda chamar um médico especializado no problema, que só poderia chegar ali em vinte minutos, para o desespero de todos. O próprio Shepherd, ouvindo, pensa: "vai ser tarde demais" (legal saber que vai morrer desse jeito, de uma maneira honrosa e gratificante..........só que não hahá). E assim foi. Quando o médico chega, o coitado já estava inconsciente e não tinha mais jeito de reverter a situação. Ufa, pelo menos a parte mais agoniante já passou, agora é hora de se emocionar com a despedida.......
Só que nem a despedida foi emocionante como pensei que seria. A Meredith ficou dando uma de durona o tempo todo, deu uma bronquinha na médica que estava chorando por não ter conseguido salvar o Derek (bronca do tipo “supera isso, agora vai lá salvar outros e blablablá”...........afinal, médico eficiente para a Shonda tem que ser insensível que nem ela) e, quando foi falar com o marido pela última vez, antes de desligar os aparelhos, não soube demonstrar o quanto o amava. Ao invés de fazer uma declaração linda e emocionante (sei lá, talvez algo como “nunca amei alguém como te amo, obrigada por ter feito parte da minha vida, jamais vou te esquecer, não sei o que vai ser de mim agora”), ela simplesmente ficou chamando-o pelo nome (“Derek? Derek? Derek?”), mesmo sabendo que não iria obter respostas (tipo “Tá quase morto mesmo ou ainda dá para acordar, querido? Ishiiiiiiiii acho que não tem jeito mesmo não, fazer o quê né.....”).
Conformada de que o marido não estava brincando de fingir de morto, Meredith começa a lembrar dos momentos que passaram juntos (foi no estilo do final de Amanhecer parte II, com a diferença que lá todos iriam viver felizes pela eternidade) e, terminada a sessão nostalgia, chega A HORA: a enfermeira pergunta se ela está pronta e obtém como resposta um “Não, mas vai lá” (tipo “termina logo com isso que eu quero ir embora”). Os aparelhos são desligados, Derek morre e Meredith fica lá parada encarando-o com uma cara de “por quanto tempo será que eu ainda tenho que ficar aqui? Já posso ir embora?”. E acaba.
Ouvi dizer que Patrick Dempsey saiu do seriado por causa de desentendimentos com a Shonda. Imagino que deva ser isso mesmo. Para dar um final tosco desses a um dos personagens mais marcantes de Grey’s Anatomy, só pode ser para se vingar do ator. Não tem outra explicação. Atitude extremamente egoísta e infantil, sem pensar nos fãs, que ficaram arrasados. Se até eu (que não acompanho a série) fiquei revoltada com esse episódio, imagina como foi para quem acompanha a história há anos e ama o Derek? Fiquei sabendo de gente que jurou nunca mais assistir ao seriado, de gente que quer que a Shonda caia e quebre o braço e de quem até a ameaçou de morte. Claro, também não é para tanto, mas convenhamos né, ela estava pedindo (aliás, implorando). De qualquer maneira, não acharia ruim se a audiência reduzisse drasticamente. Aí sim passariam a respeitar mais os fãs e entender que, sem eles, não se tem nada.


Então é isso gente, tentei fazer uma análise divertida desse episódio trágico para descontrair um pouco. Desculpa se aborreci alguém com as minhas ironias, realmente não era essa a minha intenção. Enfim, não deixem de seguir o blog e me acompanhar nas redes sociais para mais posts como esse.

Desejo força a todos os corações arrasados,

Beijinhos shepherianos, Tati.


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Cinderella - Análise Crítica




Apesar de já ser adulta (bem, em tese deveria ser né.....), jamais vou deixar de parecer uma criança assistindo aos clássicos da Disney, que tanto marcaram a minha infância. E SIM, claro que fiquei super empolgada ao saber do mais novo filme de Cinderela. E SIM, assisti no cinema e gostei muito de ter momentos nostálgicos da minha infância. E SIM, amei a escolha de Richard Madden (simplesmente o ator mais gato de Game of Thrones) para interpretar o príncipe. E SIM, detestei o cabelinho cafona que ele usou no filme.........mas tá, chega de mimimi e vamos para a análise:

1. Escolha dos personagens

Não tenho nada a reclamar da escolha dos atores, inclusive no que diz respeito à Cinderela, interpretada por Lily James. Algumas pessoas não concordaram, dizendo que ela é “feinha e sem graça para o papel”, que “até a madrasta é mais bonita” e um monte de outros argumentos fúteis sem qualquer valor. Não entendo o sentido de se esperar que apenas mulheres absurdamente lindas fiquem com os papéis principais. Afinal, o que realmente importa é que o ator tenha condições de interpretar o personagem que pretende ser, não é?! E, ao meu ver, a atriz demonstrou muito bem ser capaz da importante tarefa a ela atribuída: foi uma Cinderela absolutamente encantadora, meiga, fofa.........enfim, todas as qualidades que se esperava dessa princesa tão querida!
Como já disse no começo, gostei muito da escolha de Richard Madden para o papel do príncipe Kit e, antes que alguém me chame de hipócrita, quero deixar claro que gostei da escolha não por se tratar de um cara que acho lindo (até porque, convenhamos né meninas, a beleza dele foi bastante desperdiçada no filme..........aquele cabelinho escovado para trás não foi nada feliz), mas por ser um ator que conseguiu incorporar bem o papel de ser um príncipe charmoso, gentil, humilde.........
O resto do elenco também teve um bom desempenho: a Cate Blanchett estava incrível como madrasta, extremamente elegante e perigosa (ui!) e a relação dela com as filhas era muito hilária (apesar da caricaturização excessiva e o humor um tanto que forçado em algumas cenas); a atuação dos pais da Cinderela também foi satisfatória e achei bem cativante o amor e união da família, apesar de ser uma felicidade um tanto que "surreal", o que dá para relevar, já que tudo no filme é pouco (às vezes muito rsrs) exagerado.


2. Vantagens com relação à história original

No que diz respeito à adaptação em si, gostei muito também. Foi bastante fiel à história original e gostei muito de terem modificado alguns pontos: 
- os ratos não falavam e apareceram bem menos do que no original (para a minha alegria, já que era um saco ouvir as conversinhas deles e assistir às suas longas e tediosas aventuras com o gato Lúcifer); 
- o príncipe teve uma participação bem mais significativa no filme, além de ter que enfrentar questões mais complexas, como a insistência do pai para que se casasse por interesse (no desenho ele quase não aparece e fala apenas algumas poucas palavras, além de poder se casar com quem quiser); 
- o filme mostra um pouco da infância de Cinderela, antes de perder os pais (no original, há uma narradora que faz um breve resumo do que aconteceu na vida da protagonista, mas a história mesmo começa com ela já adulta, órfã de pais, morando no sótão e sendo explorada pela madrasta e suas filhas); 
- no filme, a madrasta quebra o sapatinho de cristal que tinha ficado com a Cinderela e, depois, ela experimenta o do príncipe (no desenho, é o contrário: o do príncipe quebra e ela mostra que tem outro igual e experimenta.........meio idiota, né?! Ainda bem que mudaram isso rsrsrs).


3. Desvantagens com relação à história original

Apesar de ter gostado da adaptação, nem tudo são flores. Algumas coisas me incomodaram um pouco: 

- o cabelinho cafona do príncipe fez com que ele aparentasse ser um boyzinho riquinho metido à besta, ao invés de um homem maduro prestes a ser rei e em busca do verdadeiro amor; 
- o modo como a Cinderela chegou no baile, chamando a atenção de todos e já indo conversar com o príncipe tirou todo o encanto da coisa (no original, ela chega discretamente na festa, o príncipe a vê de longe e larga tudo para falar com ela, o que foi bem mais romântico......não estou dizendo que deveria ter sido exatamente assim, mas seria bem mais emocionante se tivesse um pouco de teasing: ele vê a misteriosa garota no vestido azul, mas não sabe quem é; trocam olhares; ele desconfia que pode ser quem está pensando, mas não tem certeza se é ela..........);
- a cena dos dois brincando de balanço no jardim, pouco antes de ela ir embora do baile, foi bem idiota (no desenho, eles conversam por muito tempo e, justo na hora que de se beijarem, o relógio bate meia-noite e ela sai correndo.........bem mais sexy e instigante, não é?!); 
- a apatia da Cinderela quando os guardas do reino chegam na sua casa (para que experimentassem o sapato) foi de matar, deu vontade de esganá-la por sequer ter tentado gritar para que os visitantes soubessem de sua existência (no desenho, ela quer experimentar o sapatinho desde antes a chegada dos guardas, mas a madrasta a tranca no sótão e, desesperada, ela começa a gritar, mas ninguém a escuta..........felizmente, seus amiguinhos ratos conseguem pegar a chave escondido e levar à tempo para Cinderela, que destranca a porta e vai correndo experimentar o sapato que mudaria sua vida para sempre!).


4. O que esperar do filme

Se trata de um filme feito para o público infantil (então, nada de beijos longos e quentes rsrs) e tem todo aquele ambiente ao estilo “mundo mágico da Disney”, com personagens um tanto que caricaturizados (alguns mais e outros menos), o que não agrada muito o público mais adulto. Então, você que se encaixa nessa situação, tenha ciência disso e assista com o intuito de se divertir e ter momentos nostálgicos da sua infância (que foi o que eu fiz). Aí sim vai compensar!
Então é isso gente, espero que tenham gostado e não esqueçam de comentar, me seguir no blog e nas redes sociais para mais posts como este! Ah, quem aqui já assistiu “Para Sempre Cinderela”, com a Drew Barrymore? Filmaço hein, vale a pena conferir! A melhor versão estilo real life de Cinderela que já assisti! Bem que podia ter mais filmes assim........

Então até logo, Disney lovers!

Bjs, Tati.

domingo, 5 de abril de 2015

HIMYM - Especial de 1 ano desde o final




Para quem não se lembra, completou um ano desde que saiu o tão esperado episódio final de How I Met Your Mother (que foi ao ar no dia 31/03/2014) e, o que era para ser algo extremamente previsível, acabou sendo um verdadeiro soco na nossa cara. Como diria meus professores de português do ensino médio, foi  uma verdadeira quebra de expectativa.......nesse caso, de entrar para a história! Absolutamente inesquecível e com certeza merece um post de comemoração pela data nostálgica, em que vou fazer uma análise bem divertida dessa série de TV que conquistou (e também arrasou) o coração de muita gente. Já adianto que contém vários spoilers, então, se for o caso de você ainda não ter começado ou terminado de assistir ao seriado e não quiser sabe o final (nossa, será que realmente existe alguém que não sabe?!), não leia o resto do texto.
How I Met Your Mother foi construído na expectativa de saber quem é a misteriosa mãe dos filhos do protagonista Ted Mosby, que simplesmente levou nove temporadas para concluir a história de como conheceu a esposa. Foram oito temporadas de total expectativa, imaginando quem seria a tal garota tão especial, que provavelmente seria revelada apenas no último episódio. Para a surpresa de todos, não foi assim. No final da oitava temporada, já podemos ver quem é a mãe, aliás, tudo indicava que era ela, mas ainda não tinha sido confirmado. Para a maioria de nós, inclusive eu, se tratava de uma mera “pegadinha” dos produtores para nos fazer acreditar que aquela era a mãe e, depois, nos deixar frustrados por não ser. Ai, como somos inocentes......
Tamanha foi a minha surpresa (e imagino que a de muita gente) quando, logo no início da nona temporada, Ted confirmou que a garota (cujo nome é Tracy McConnell, para quem não se lembra) era de fato a mãe dos meninos. Aí pronto, não entendi mais nada. Se a única surpresa da história já tinha sido revelada, então o que restava para o final? Foi então que cheguei à conclusão de que os produtores agiram bem, afinal, se a mulher fosse revelada apenas no último episódio, que graça teria? Mal mostraria o Ted se apaixonando por ela, a vida dos dois juntos......então, pensei comigo, fizeram bem em nos deixar na expectativa por quase todo o seriado e reservar a temporada final para que “aproveitássemos” o casal. Ai, como sou esperta (só que não hahá).
Conforme fui assistindo aos episódios da última temporada, minha decepção só ia aumentando, não entendia o porquê de tanta enrolação (a maioria dos episódios foram extremamente chatos, convenhamos) se tinha tanta coisa mais interessante para mostrar. Estava louca para saber mais detalhes sobre a história de amor do Ted e da Tracy, da vida deles juntos, do nascimento dos filhos......mas tínhamos que nos contentar com alguns breves flashes do futuro, totalmente fora de ordem cronológica. Não entendia o sentido daquilo. Foi então que comecei a criar outra teoria: os produtores querem nos deixar com expectativa para a festa de casamento, que é quando o Ted vai encontrá-la pela primeira vez, vão trocar olhares apaixonados, ele vai perguntar sobre a garota para seus amigos (afinal, todos já a conheciam) e ficar louco para conversar com ela, mas, por algum motivo, só vai ter essa chance depois da festa...........
Foi então que finalmente saiu o último episódio! Mal podia calcular o tamanho da minha ansiedade e emoção quando comecei a assistir às primeiras cenas da festa: aparece o Ted sentado conversando com os amigos e aí, de repente, ele olha para o lado (é agora, é agora!) e a vê pela primeira vez (é agora, é agoraaaaaaaa); mostra ela tocando guitarra e com o olhar perdido (aiiiiiiiii encara ele logo, caramba!); volta para o Ted fazendo uma cara de, sei lá, admiração (aiiiiiiiiiiiiiiii que tenso!) e............e...........vinheta de abertura........calma, já vai voltar para a festa.........e de fato voltou, mas apenas para mostrar Ted se despedindo dos amigos e PRONTO, depois já passou para a cena dele sentado esperando o trem chegar...... what a f***???? Tá, desisto. Pelo visto esses produtores são uns idiotas mesmo. Dane-se! Só vou assistir a essa droga sem pensar em mais nada! Humpf!
E realmente não pensei em mais nada. Nem conseguia. A cada minuto o episódio ia ficando cada vez mais estranho: a Robin e o Barney se separam e ele volta a ser um mulherengo imaturo, o que foi um retrocesso bem desapontante, mas ainda bem que encontrou um novo rumo na vida depois do nascimento da sua filha (a cena mais fofa de todas e que emocionou a chorona aqui); a Robin se distancia dos amigos e insinua coisas suspeitas como “não quero ver o homem com quem eu deveria ter ficado junto da linda mulher de seus filhos”; Ted e Tracy levam anos para se casarem de fato (me diz qual é a graça de comemorar o “fim da busca pelo verdadeiro amor” se você já está com a pessoa há 7 anos????); depois da cena do seu casamento e antes de contar como conheceu a esposa, Ted faz um discurso muito estranho, onde fala coisas do tipo “eu sabia que deveria amar essa mulher o máximo que conseguisse e pelo tempo que conseguisse (como assim?!)..........e carreguei essa lição comigo quando ela ficou doente (doente como? Um leve resfriado, uma pneumonia ou..........câncer????Aiiiiii socorroooooooo)”.
Tudo muito, muito, MUITO esquisito.......será que ela.....? Não, claro que não! Ora, onde já se viu pensar em uma coisa dessas?! Calma, daqui a pouco vou ver que não é nada disso que estou pensando...........mas era de fato ISSO MESMO.........
UAU!
Sem mentira nenhuma, tive que rever a cena umas quatro ou cinco vezes para conseguir acreditar! Conforme o choque ia passando, tudo começou a fazer sentindo: a Tracy quase não apareceu na história e não se preocuparam muito em mostrar mais detalhes da vida dela com o Ted porque esse nunca foi o foco do seriado. Os produtores apenas quiseram nos fazer acreditar que era. E fizeram isso muito bem. Foi uma verdadeira jogada de mestre: primeiro nos fizeram criar expectativa sobre quem seria a mãe, o suposto verdadeiro amor da vida de Ted; depois nos fizeram ficar na expectativa de saber se a mulher mostrada no final da penúltima temporada era de fato a mãe; depois da confirmação de que era ela mesmo, ficamos na expectativa de ver, em detalhes, a história de amor do casal; depois de nos conformarmos que só teríamos breves flashes da vida deles juntos, a única expectativa que criamos é a de simplesmente esperar para saber como de fato se conheceram, o que era um tanto que desapontante. Depois de tantas temporadas criando expectativa pelo final, acaba que agora não tem muito mais o que esperar dele......
E foi exatamente esse o ponto crucial da jogada: fizeram todos nós acreditarmos que não tinha mais nada de extraordinário para acontecer, afinal, pelos breves flashes do futuro, já sabíamos que todos viveriam super felizes juntos: Ted e Tracy, Lily e Marshall, Robin e Barney (graças à cena, inicialmente mostrada fora de contexto, dos dois farreando na Argentina após três anos de casados). Também teve aquela coisa toda do Ted “libertando” a Robin (lembra da cena da praia, na manhã do dia do casamento?!), o que nos fez ter ainda mais convicção de que ele teria enterrado esse amor para sempre. Ou seja, foi tudo meticulosamente planejado para que esperássemos um final ultra clichê e sem surpresas.......
Tá, não vou mentir, gostei muito desse planejamento todo, apesar de achar que eles exageraram na dose ao nos fazer engolir aquele tanto de episódio chato da última temporada. Tudo bem ter um pouco de enrolação, afinal, faz parte da jogada: nós ficamos entediados, aguardando um final que já nem tem muito o que revelar, só assistindo por assistir........e aí, quando não poderíamos estar mais desprevenidos, BAM! Explode a bomba. Enfim, faz parte, mas daí fazer uma temporada de 24 episódios, quase que inteira de enrolação, já é querer torturar o telespectador. Por que não fazer uma temporada mais curta, de 15 ou 12 episódios? Daria para enrolar de uma maneira bem menos desgastante.
Outra coisa que também me incomodou um pouco foi a forma desesperada e repentina pela qual Ted demonstrou ainda ser muito apaixonado pela Robin: depois que a história foi chegando na reta final (a partir da oitava temporada, se não me engano), o protagonista começou a expressar um amor louco pela canadense, como se do nada ele tivesse voltado a ser o mesmo carinha super apaixonado do começo do seriado. Não foi uma construção muito boa. Tá certo que já tiveram sim alguns episódios mais antigos em que ele demonstrou ainda amá-la, mas foram momentos bem isolados e, em grande parte, não me convenceu.
Claro que não estou dizendo que o personagem deveria ter passado o seriado todo fazendo declarações de amor. Pelo contrário, os produtores deveriam ter tentado mostrar, de uma maneira SUTIL, que ele nunca deixou de amá-la. Infelizmente, consigo me lembrar de apenas uma única vez em que isso ocorreu: foi quando a Robin descobriu ser infértil, o que a deixou arrasada (apesar de nunca ter sido fã de crianças) e, percebendo que estava triste, Ted tenta animá-la fazendo uma decoração linda e super bem elaborada de Natal. Foi uma das cenas mais lindas do seriado: Robin chega em casa, se depara com a surpresa e, em seguida, Ted a reconforta (mesmo não sabendo qual era o motivo de sua tristeza) e os dois se abraçam.
Mesmo não tendo beijo ou declarações de amor, foi uma cena que conseguiu demonstrar, de uma maneira fantástica, o tanto que ele ainda se importava com ela e, mais que isso, conseguiu me fazer lamentar o fato de que os dois não ficariam juntos (como quase todo mundo, nem desconfiava do final). Infelizmente, não tiveram mais cenas assim. Quero dizer, pode até ser que tiveram outras, mas não tão marcantes quanto essa (pelo menos para mim). Se os produtores tivessem usado mais dessa tática, o amor do Ted pela Robin teria sido muito mais convincente, o que renderia um final ainda melhor. Um final que seria marcante não apenas por ser surpreendente, mas também por ser bastante compreensível.
Então é isso gente, espero que tenham gostado de recordar um pouco desse final que, apesar de já ter ido ao ar há mais de ano, nunca deixará de ser polêmico! Sei que muita gente deve discordar do meu ponto de vista, então, fique à vontade para me criticar – desde que respeitosamente, é claro – e dar o seu próprio ponto de vista sobre a questão. Afinal, o mais divertido é a discussão, não é mesmo?!

Até logo então, HIMYM lovers!

Bjs, Tati.

domingo, 15 de março de 2015

50 Tons de Cinza - Análise Crítica



Apesar das críticas extremamente ruins sobre “Cinquentas Tons de Cinza”, assisti mesmo assim. Não li o livro e nem pretendo ler. Ouvir as pessoas falando sobre como era a história já me deixou completamente desanimada. Também não estava esperando muito do filme. Já imaginava que ia ser chato, mas confesso que estava um pouco curiosa, até porque muitos ficaram falando das cenas que eram tão ridículas que você morria de rir.......mas me contaram tantos detalhes sobre essas cenas que, quando fui assistir, já não tinha mais graça. Então, recadinho para você que ainda não viu o filme: não deixe a sua diversão ser estragada pelos spoilerteiros de plantão.
Tá, chega de conversinha e vamos ao que interessa: minha brilhante (quero dizer, humilde) opinião sobre o filme. Até gostei do começo, mas depois ficou muito chato. MUITO, MUITO, MUITO chato. Nem culpo os diretores, os roteiristas e o resto do pessoal por isso, afinal, eles não tinham muito o que fazer, já que estavam trabalhando com um material extremamente limitado (leia-se: um livro que praticamente não tem história). As únicas opções – na verdade, não são opções de fato, mas apenas hipóteses bem distantes da realidade – que talvez melhorariam a qualidade da trama seriam:
A) mudar drasticamente a história do livro – para, assim, poder fazer um filme que tivesse um enredo de verdade –  mas claro que ninguém iria ter coragem de fazer isso e enfrentar uma provável fúria dos fãs (não sei como, mas tem gente que gosta do livro do jeito que ele é: sem ter uma história de fato);
B) fazer apenas um filme sobre a trilogia inteira – juntar três livros que praticamente não tem história em um só talvez resultaria em uma historinha até um pouco intrigante e divertida – , mas claro que essa ideia seria absolutamente inconcebível, afinal, três filmes dão muito mais dinheiro que um só;
C) fazer quase que um pornô mesmo, com cenas de sexo bem explícitas – o que iria agradar bastante a um grupo específico de pessoas – mas também se trata de uma ideia inaceitável, já que o filme ficaria restrito aos maiores de dezoito anos (leia-se: menos pessoas para ir ao cinema e, consequentemente, menos lucro) e provavelmente não iria agradar aos fãs do livro.
Ou seja, realmente não tinha muito o que fazer e o resultado foi um filme extremamente chato, inclusive no que diz respeito às cenas de sexo. Como a classificação indicativa era de 16 anos, foi tudo muito light, típico de filme para adolescentes: mostra um pouco das preliminares e, na hora de começar o sexo de fato, tira da cena......
É praticamente um círculo vicioso que está presente em quase toda a trama: preliminares, sex......tira da cena; preliminares, preliminares, se.....tira da cena; preliminares, preliminares, preliminares, s......tira da cena.......ou seja, é um filme que tem várias cenas de sexo, mas que não mostram o sexo. Não é à toa que uma das sugestões  da lista de “opções para melhorar a trama” era fazer um filme mais pornográfico (apenas no sentido de ter cenas de sexo mais explícitas, não de ser um pornô de verdade, óbvio). Teria sido mais coerente  do que ser algo que não é nem uma coisa nem outra.........
Justiça seja feita, gostei muito de alguns aspectos da trama: não é tão machista quanto pensei que seria e me surpreendi com a Anastasia Steele! Achei que ela fosse ser uma coitadinha sem amor próprio e que fazia qualquer coisa para agradar o Christian Grey, mas vi que não é bem assim e fiquei muito feliz por isso. Além de que, amei a atuação da Dakota Johnson, ela tava tão fofa! Quanto ao Jamie Dornan, não tenho muito o que dizer. Muitos detestaram a atuação dele, mas, para mim, ele não fede nem cheira rsrsrs ta, pensando bem, talvez a escolha do ator não foi lá das melhores........de fato, a química do casal não era muito “palpável”.
Enfim, é um filme bem chato (tirando a parte do começo, que tem um pouco de história), mas certamente muitas pessoas que ainda não viram vão querer assistir por curiosidade. E não culpo vocês, afinal, também fiz isso rsrsrs  e é até legal ficar criticando o filme depois, seja com os amigos, seja fazendo um post no facebook ou no blog........

É isso gente, espero que tenham gostado! Não se esqueça de comentar e deixar o link do seu blog, canal, fan page........



Bjs, Tati.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Gone Girl: Possíveis Teorias (COM SPOILERS)

Imagem da autoria de Tati Figueiredo

Oi gente, no post de hoje vamos fazer uma análise bem divertida de Gone Girl (ou “Garota Exemplar”) e, obviamente, está cheia de spoilers porque foi feita para quem já assistiu ao filme. Se você ainda não viu, recomendo que leia o meu post GoneGirl: Análise Crítica (SEM SPOILERS) e aí, depois que você assistir, volta aqui e leia este! Enfim, vamos lá começar:

1 Diferenças entre o livro e o filme 

Para ajudar na nossa análise, é importante ter noção de algumas diferenças entre o livro e o filme (não li o livro, retirei as informações dos sites Time, Zimbio e Washingtion Post):
– No filme, Amy e Nick começam a namorar logo depois de se conhecerem. No livro, se conhecem e se reencontram oito meses depois, ao se “esbarrarem” por acaso na rua.   
– No filme, Nick faz o pedido de casamento durante a festa de lançamento do Amazing Amy Gets Married. No livro essa cena não existe, a festa de lançamento acontece antes de Amy começar a namorar Nick. E ela não conta como foi o pedido de casamento.
– No livro, há quatro pistas, cada uma levando a um lugar diferente em que Nick tinha feito sexo com a sua amante Andie. Amy usa cada um desses lugares para incriminá-lo de alguma maneira. No filme, ele tem que ir a apenas três locais para encontrar as pistas: seu escritório, a casa de seu pai e o galpão atrás da casa da sua irmã Margo. A pista que leva Nick até Hannibal foi retirada.
– O filme não mostra as anotações românticas de Amy para Nick (em que ela fala coisa do tipo “você é inteligente”), que fazem com que ele se apaixone por ela de novo.  
– No livro, Nick fala da misoginia (aversão às mulheres) do seu pai e de sua própria luta contra esse impulso para odiar mulheres.
– No livro, Nick precisa desesperadamente do apoio dos pais de Amy como estratégia para conseguir o apoio do povo.
 – No livroAmy conta que a sua mãe sofreu vários abortos antes de tê-la, e nomeou os bebês não nascidos de Hope (“esperança”) e seus aniversários eram lembrados todo o ano.
 No livro, Nick, o pai de Amy e alguns amigos vão até o shopping abandonado com bastões de baseball para confrontar os Blue Books Boys sobre o desaparecimento da garota e lá eles ficam sabendo que ela tentou comprar um arma. No filme, os detetives é que vão ao shopping e descobrem essa informação.
– No filme não mostra a estratégia de Amy de passar o ano anterior ao seu desaparecimento fingindo que tinha pavor de sangue para que, quando a polícia fosse investigar o caso, não suspeitasse que foi ela quem jogou o próprio sangue no chão.
– No filme, Amy joga seu sangue pelo chão usando um IV, enquanto que, no livro, ela usa um estilete para fazer cortes em seu braço.
 No livro, Nick termina o seu relacionamento com a amante Andie a pedido do seu advogado, Tanner Bolt. Andie fica furiosa e morde Nick. Isso, porém, não tem no filme.
 No filme, Amy acusa Tommy de estupro, o que arruinou a sua reputação para sempre. Nick o encontra desempregado e sozinho em Nova York. No livro, porém, Nick fala com Tommy ao telefone e conta que Amy retirou as acusações contra ele.
– No livro, quando a polícia e as pessoas ficam contra Nick, ele, atordoado, vai para um bar, fica bêbado e concorda em fazer uma entrevista com uma jornalista, que grava tudo pelo celular e coloca o vídeo na internet, que se torna um viral. Nick, relaxado, consegue falar bem da esposa, o que ajuda a melhorar a sua imagem. No filme, ele só consegue isso na entrevista do programa de TV.
– No livro, depois do sucesso do vídeo da sua entrevista, Nick começa a fazer vídeos para a internet diariamente, tentando falar bem de Amy. No filme não tem nada disso.
 No livro, Amy conta uma história falsa para Desi sobre ter sido abusada sexualmente pelo seu pai.
 No livro, Amy droga Desi depois de fazer sexo com ele e corta sua garganta enquanto está dormindo. No filme, porém, ela faz isso durante o sexo.
 No livro, a mãe de Desi, histérica, vai até a policia contar que Amy matou seu filho. Ela estava tão descontrolada que teve que ser retirada da delegacia. Essa personagem sequer é mostrada no filme.
 Depois que Amy volta e conta que Desi a sequestrou, a detetive Rhonda Boney, não acreditando na história dela, ajuda Nick a tentar encontrar provas para incriminá-la. No filme, a detetive desiste do caso logo depois do retorno de Amy.
 No livro, Amy envenena a si mesma com antifreeze (substância que evita o congelamento do líquido que refrigera o motor do carro), vomita de volta e guarda-o, ameaçando usá-lo como evidência de que Nick teria tentado matá-la caso ele a abandonasse. Nick descobre onde está guardado e joga fora. Nada disso está no filme. 
– Depois que Amy volta, Nick decide escrever um livro contando o seu lado da história e planeja se divorciar depois de publicá-lo, deixando que as pessoas decidam em quem acreditar. Ele, porém, desiste do livro quando Amy conta que está grávida. No filme, Nick não tenta escrever nenhum livro, apenas planeja contar a sua versão da história durante uma entrevista com Ellen Abbott, mas desiste ao saber da gravidez da esposa.  

 2 Análise dos personagens

Amy
Amy, uma garota linda, inteligente, charmosa, sexy, misteriosa........impressiona muito a segurança que ela mostra ter frente à sua “pequena fama”, digamos assim. A cena do lançamento do livro Amazing Amy is Getting Married, apesar de não estar no livro, retrata muito bem isso: vários repórteres fazendo perguntas para Amy sobre o fato de ainda ser solteira e ela consegue lidar com tudo isso com muita calma e tranquilidade (mesmo não fazendo ideia de que estava prestes a ser pedida em casamento). E, nas vezes em que Nick critica o comportamento de seus pais, de expor a filha dessa maneira, Amy simplesmente não demonstra qualquer tipo de rancor ou trauma. Parece que sempre lidou muito bem com essa situação.........
Claro que não era bem assim. Aliás, NEM UM POUCO assim. A existência de uma versão literária perfeita de Amy a afetou profundamente, fazendo com que se tornasse uma verdadeira competidora de si mesma, tentando sempre provar que consegue ser a Amazing Amy. Que consegue ser amada e admirada por todos; ser a garota linda, divertida, inteligente, talentosa e sexy; ser a mulher idealizada por qualquer homem, que prepara surpresas sexys e não reclama de nada.........enfim, ser a garota perfeita.  
Sim, Amy tenta ser (ou, pelo menos, parecer ser) Amazing Amy a qualquer custo.........mas daí você pode questionar: essa obsessão é que fez com que Amy se tornasse uma sociopata? Acredito que não tenha sido só por isso. Provavelmente ela já devia ter tendências sociopatas, mas a obsessão com a personagem com certeza ajudou muito a trazer o seu lado “sombrio” à tona.
Além da Amazing Amy, também não podemos nos esquecer dos Hopes (hope = esperança), que são os irmãos de Amy que nunca nasceram, mas que eram sempre lembrados pelos seus pais. Apesar de não estar no filme, é uma informação importante de se ter em mente, afinal, foi mais um fator que despertou a sociopatia da moça, uma vez que é quase impossível competir com alguém que, por não ter vivido, nunca cometeu e jamais vai cometer erros e, por isso, serão sempre considerados pelos seus pais como os filhos que poderiam ter sido perfeitos. Pensando por esse lado, talvez a vontade de ter um filho perfeito é que os levou a criar a Amazing Amy, que era tudo o que a filha deles não podia ser, mas que talvez os Hopes poderiam ter sido............
Sim, pode ser que os pais dela fossem de fato obsecados (pelo visto Amy teve para quem puxar rsrsrs) em ter um filho perfeito.......não sei se no livro deixa a entender algo assim, mas acho que faz todo o sentido. Afinal, imagine se seus pais criassem um personagem literário que fosse a versão perfeita de você mesmo? E, para completar, ainda falassem constantemente dos seus irmãos que nunca nasceram, como se você não bastasse, como se tivesse falhado em seu papel de filho(a) ? Seria muito estranho, não?!
Pois é, isso tudo afetou muito a Amy, que provavelmente sentia que não era suficiente por não ser perfeita como os Hopes e como a Amazing Amy......mas daí você pode questionar: Então tudo o que Amy fazia era para provar para seus pais que podia ser a filha perfeita que eles sempre quiseram? Não dá para saber ao certo (afinal, no filme sequer mostra os pais dela direito, muito menos como era a relação deles com a filha, e eu não sei como o livro explora esse assunto), mas, de qualquer maneira, uma coisa é clara: a obsessão de Amy atingiu proporções gigantescas, de modo que ela queria mostrar, para o maior número de pessoas possível, que era perfeita como a Amazing Amy.
Acredito, porém, que a obsessão dela não foi sempre grandiosa assim. Me parece que, antes, ela focava mais em ser a garota perfeita apenas para as pessoas de seu convívio social e, para manter sua imagem sempre intacta, usava de alguns “artifícios”, como acusar o seu namorado Tommy de estupro.   
É provável que Amy se sentia frustrada por não conseguir encontrar o cara “certo”, afinal, se ela quisesse ser perfeita como a Amazing Amy, teria que ter o homem perfeito para, assim, serem o casal perfeito e formarem a família perfeita.......foi então que conheceu Nick, um cara lindo, inteligente, escritor, sexy, enfim, parecia ter todas as qualidades necessárias para ser o parceiro perfeito da garota perfeita (tá, vou parar de falar “perfeito”, pelo menos por enquanto rsrsrs).
Pois bem, se casaram e viveram felizes.........por certo tempo. Acredito sim que a convivência era boa no início, que Amy se esforçava para ser a esposa “ideal de qualquer homem”, a mulher que prepara surpresas sexys e não reclama de nada..........mas isso não durou muito tempo. O agravamento dos problemas financeiros do casal (desemprego, dívidas, etc) foi o “play” para o declínio de seu casamento. Acredito sim que Amy tenha tentado ser paciente e contornar a situação sem perder a imagem da “esposa ideal que nunca reclama”, mas foi se tornando uma tarefa cada vez mais difícil, principalmente depois de ter  que se mudar para Missouri para cuidar da mãe doente do Nick.
A partir de então, tudo fica muito confuso na história. Não dá para saber exatamente o que aconteceu, porque não sabemos o que é ou não verdade, mas mesmo assim vou me arriscar a fazer um breve esboço: acredito que a máscara da “esposa ideal” de Amy foi se desfazendo cada vez mais e ela provavelmente não conseguia mais esconder o quanto estava detestando tudo aquilo; com relação ao Nick, acredito que ele só continuava casado pela questão financeira (afinal, os bens estavam no nome dela, incluindo o bar e a casa) e, por isso, ele não deve ter feito o menor esforço para tentar fazer Amy se sentir mais “acolhida” na nova cidade.
E, assim, criou-se um clima insuportável: de um lado, Amy não estava nem um pouco contente, mas não podia se separar do marido porque seria admitir publicamente que fracassou em ser a “esposa ideal vivendo um casamento perfeito”, ou seja, fracassou em ser a Amazing Amy; de outro lado, Nick também estava super infeliz, mas não podia se separar por causa da já mencionada questão financeira.
Em meio a esse cenário, Amy comenta com Nick que quer ficar grávida e ele faz o exame de fertilidade em uma clínica. Realmente não sei se ela queria mesmo ter um filho – como forma de tentar melhorar a situação entre os dois e voltar a ser a “esposa ideal” – ou se ela já estava planejando o seu desaparecimento e, por algum motivo – talvez ela iria se autoinseminar com o esperma dele para ficar grávida e dar positivo no exame de gravidez que seria descoberto posteriormente pela detetive e que comoveria ainda mais a opinião pública, mas ela não precisou de fazer isso já que conseguiu pegar a urina da vizinha gestante – pediu para que Nick fizesse o tal exame.
E quando é que Amy decide desaparecer e arruinar a vida do marido? No filme ficou bem claro (pelo menos para mim) que a gota d’água foi ter descoberto que Nick estava a traindo. Isso com certeza deve ter a deixado louca da vida, uma vez que colocava em sério risco o plano de tentar melhorar seu casamento e voltar a ser a "esposa ideal”. E, pior: aumentava drasticamente o risco de Nick pedir o divórcio a qualquer momento – ou alguém poderia descobrir que ele estava tendo um caso – e tudo vir a público, o que iria arruinar a imagem de Amy para sempre. Todos passariam a vê-la como uma coitadinha que foi trocada por outra, ela seria apenas “mais uma mulher” que fracassou como esposa e foi abandonada pelo marido........ou seja, seria a prova viva de que não era perfeita, de que ela não era a Amazing Amy. Afinal, a sua versão literária jamais seria traída, jamais seria abandonada pelo marido e jamais teria um casamento fracassado.
Obviamente, ela não poderia deixar isso acontecer. Foi então que começou a armar um plano muito mais ambicioso do que qualquer outro de sua vida: e se ela desaparecesse e fizesse com que Nick fosse incriminado? E, melhor ainda, deixar um diário contando como boa esposa ela era e como fazia de tudo para salvar seu casamento, enquanto que o marido a maltratava e até mesmo passou a ser uma ameaça à sua vida? E ainda tem como melhorar: por que não ser a esposa perfeita GRÁVIDA que foi assassinada pelo marido que só queria seu dinheiro?
Plano perfeito. A sua imagem de Amazing Amy ficaria intacta e eternizada por milhares de pessoas! E Nick seria odiado, incriminado e condenado à pena de morte. Brilhante. Agora era só fazer tudo dar certo. E ela estava mais que disposta a fazer dar certo. Seria capaz até mesmo de se matar, se isso fosse necessário para incriminar o marido (o que não foi).
As coisas, porém, não saíram bem como o esperado e ela teve de pedir ajuda à Desi, um caro rico que sempre foi loucamente apaixonado por ela e era capaz de fazer qualquer coisa que pedisse. Então, depois de ser enganado por Amy (que contou um monte de mentiras para justificar o porquê de ter desaparecido), ofereceu sua casa bem luxuosa (e segura, com várias câmeras de vigilância) para que ela morasse até que a situação toda fosse resolvida. Só que ele não estava fazendo esse favor de graça. Tinha um preço: não queria mais ser “enrolado” e começou a cobrar isso dela.
Amy provavelmente ainda não sabia o que fazer: como se livrar de Desi se precisava dele? Será que era melhor fugir com ele e depois dar um jeito de se livrar desse chato? Enfim, ainda não tinha um plano definido..........até assistir à entrevista de Nick no programa de TV e ouvir seu depoimento pedindo desculpas pela traição e pedindo que a esposa voltasse para ele.......UAU! Por essa Amy não esperava! Tinha se esquecido de como seu marido podia ser manipulador, engenhoso, charmoso, sexy......
Foi então que ela começou a pensar: se Nick está disposto a tentar salvar a imagem de “casal perfeito”, por que não voltar para ele e continuar com o plano original de casamento perfeito, família perfeita, tudo perfeito? Isso. Estava decidido. Agora era só pensar em como fazer isso e em como se livrar de Desi..........ah, por que não matar dois coelhos com uma cajadada só? Sim, é só culpar esse chato por tudo e justificar sua morte como sendo legítima defesa. Brilhante!
Sem perder tempo, Amy coloca seu plano para funcionar: arma a situação toda para poder incriminar Desi, assassina-o, volta para casa e explica para todos o que aconteceu. Até aí, foi tudo muito bem: a polícia, a mídia e o povo acreditaram em sua história e estavam todos comovidos com o amor do casal, que teria um novo recomeço............o único problema agora era convencer Nick a participar do “teatro” junto com ela, mas ele estava muito relutante, tentando encontrar alguma forma de se separar dela e provar que ela era a vilã de toda a história.
Amy tem então a brilhante ideia de se autoinseminar com o esperma dele – que havia ficado guardado na clínica onde tinha feito o exame de fertilidade – e ficar grávida. Afinal, é a melhor maneira de tentar prender um homem em um relacionamento, não é?! rsrsrs E assim ela faz, engravida e conta para Nick.............e dá certo! ele para de relutar e aceita fazer parte do “teatrinho”. Pronto, agora Amy pode finalmente relaxar. Sua imagem de Amazing Amy está muito bem resguardada.

Nick        
Como só assisiti ao filme, não tenho muitas condições de analisar o Nick. Se tivesse lido o livro, provavelmente conseguiria entender um pouco mais desse personagem tão estranho. Pesquisei sobre ele em alguns blogs e me ajudou um pouco, mas nada que clareasse muito as ideias. Vale a pena transcrever uma observação bem interessante que li no blog Chat Feminino, a dona do post tinha assistido ao filme e depois leu o livro:
“Depois de dar uma enrolada na leitura, finalmente terminei e vim escrever aqui sobre porque: fiquei muito chocada com a descrição perfeita da mente doentia dos dois personagens. No filme você só percebe que Amy é mentalmente insana, mas ao ler o livro, Nick também não deixa a desejar na loucura não.” (Retirado do post [Livro] – Garota Exemplar do blog Chat Feminino)
Pois é, não tem como explorar muito o psicológico de Nick só pelo filme. Imagino que a maioria das pessoas o vê como um coitadinho vítima da sociopatia da esposa. Foi esse o meu pensamento logo que terminei de assistir, mas, depois de refletir um pouco mais sobre isso, vi que tem algumas cenas que mostram um pouco da personalidade estranha desse personagem. SIM, ele é estranho.
Primeiro, ficou bem claro que Nick não dava a mínima para a esposa. Pelo contrário, estava contente por ela ter desaparecido. No começo, esse comportamento causa de fato uma estranheza no espectador, mas, depois que descobrimos a verdade sobre Amy, a atitude do marido passa a ser totalmente justificável. Só que, pensando bem, será mesmo?
Como já disse antes, acredito sim que Amy se esforçava para ser a "esposa ideal” e, mesmo quando ela não estava mais conseguindo manter essa imagem – depois que o casamento começou a entrar em crise, com os problemas financeiros e a mudança para a cidade natal do marido –, não acho que ela tenha se tornado uma pessoa insuportável. Ela certamente não conseguia deixar de mostrar a sua insatisfação com tudo aquilo, mas provavelmente ainda tentava resgatar a imagem da esposa perfeita........     
O que quero dizer é: Amy, até então, não tinha se mostrado ser uma pessoa horrível; Nick não aguentava mais morar com ela porque já não dava a mínima para o seu casamento e, como já disse umas quinhentas vezes, só não pedia o divórcio por causa da questão financeira. Logo, Amy nunca deu motivo forte o suficiente que justificasse a frieza do marido em face de seu desaparecimento (lembrando que, no início, ele não fazia nem ideia do que estava acontecendo, só depois é que começou a suspeitar de que tudo pudesse ser armação dela).
Além de ser estranhamente frio, Nick é também um mentiroso muito cara de pau. No início das investigações, quando o seu affair com Andie ainda não tinha vindo à tona, ele falava que amava muito a esposa e que a queria de volta. Daí eu pergunto: por que não contar a verdade? Era só falar que, apesar de o seu casamento estar indo mal, ele não queria que nada de mal acontecesse à Amy. Pronto. Só isso. Seria muito melhor do que ficar mentindo descaradamente que a ama, quando na verdade todos já tinham percebido que ele não dava a mínima.
E Nick foi muito canalha com a Andie, falando que iria se separar da mulher, mas, na verdade, acho que ele só ficava enrolando a coitada da moça. Afinal, a sua situação financeira ainda não era boa, os bens estavam no nome da esposa e ele já tinha a Andie para o sexo (duvido que ele queria ter algo sério com ela). Logo, não vejo o que ganharia se separando de Amy. Pelo contrário, só sairia no prejuízo, isso sim. Compensava muito mais continuar do jeito que estava, já que a única coisa que ele teria que aguentar seria olhar para a cara da esposa vez ou outra no dia.
Outra coisa que não poderia ficar de fora da nossa análise é a entrevista de Nick no programa de TV............sério, O QUE FOI AQUILO?! O cara mal conseguia convencer o advogado e a irmã (nos "treinos" dele antes de entrar no ar), e aí, quando chega no programa, na frente de um monte de câmeras e ao lado da apresentadora mais víbora do planeta, ela simplesmente faz um discurso daqueles na maior tranquilidade???
Achei muito, muito, muito estranho..........mas, de qualquer maneira, uma coisa é certa: ele mostrou que consegue ser bem manipulador e convincente quando quer. Aposto que um dos motivos pelo qual Amy quis voltar para casa – além de ter percebido que Nick estava disposto a jogar o jogo dela de voltarem a ser o “casal perfeito” – foi ter se surpreendido com a capacidade do marido de convencer as pessoas de que não era assassino, talvez conseguisse até mesmo convencer os jurados e se livrar da pena de morte. E aí o plano de Amy não sairia como o esperado........
Então Amy volta para a casa e para o marido. Por um lado, deve ter sido um alívio para Nick, que não seria mais acusado de assassinato, mas, por outro, deve ter sido muito frustrante se deparar com a realidade de que ainda sim ela sairia da situação como vítima. Ele provavelmente esperava que a polícia descobriria a verdade, mas não foi o caso. A sua esposa era a queridinha de todos e, se Nick a abandonasse naquele momento, seria odiado pelas pessoas. Por isso, ele decide continuar com ela até que fosse mais oportuno pedir o divórcio.....
Na verdade, acho isso tudo muito estranho: se Nick quisesse mesmo se separar dela, por que não tentou fugir ou alguma coisa do tipo? Dane-se a opinião pública colega, você está morando com uma assassina à sangue frio, então FOGEEEEEEEEE!!!!!!! Eu sei que não é tão simples assim fugir da cidade (ou mesmo do país, o que seria mais apropriado nesse caso rsrs), mas, em uma situação dessas, o mínimo que uma pessoa normal faria seria pelo menos tentar sumir do mapa, certo?! E não foi o que ele fez (pelo menos não tinha no filme e não li nada disso nos comentários sobre o livro), ao invés disso, ele preferiu ficar tentando provar que ela era a verdadeira vilã da história.
Daí eu me pergunto: para que tentar destruir a imagem dela? Dane-se o que as pessoas pensam, dane-se se nunca vão saber quem Amy realmente é, dane-se se ele for odiado por abandoná-la. Só foca em tentar fugir e se livrar disso tudo! É só isso o que importa, o resto é resto........mas, como já disse, me parece que a maior preocupação de Nick era a de destruir a sua mulher, tanto é que tinha até começado a escrever um livro sobre quem ela realmente era (relembrando, no filme ele não escreve nada, apenas planeja contar tudo na entrevista para o programa de TV), o que é muito estranho. Me parece que Nick queria tomar o lugar de Amy de “vítima mais querida de todos os tempos”, queria ser o protagonista da história, o herói do povo........acho que ele tinha mais inveja do que medo da esposa, isso sim!
Contudo, Nick desiste do livro que estava escrevendo (no filme, desiste de contar a verdade na entrevista) ao saber que Amy está grávida. Além disso, concordar em continuar com ela e participar do teatrinho de “casal perfeito”. A principal justificativa de sua atitude era a de proteger o seu filho da esposa sociopata, mas não sei bem se é isso mesmo (afinal, o personagem se mostrou ser bastante frio e não sei até onde vai essa frieza) ou se é porque ele simplesmente reconheceu que não tinha chance de competir com ela – iria ser muito mais difícil destruir sua imagem de “queridinha do povo” estando grávida – e decidiu pela opção mais cômoda: continuar ali com ela, ganhando bem com o bar (que passou a ser um sucesso), aparecendo na TV de vez em quando.........não era exatamente o que ele queria – já que a sua maior ambição era ter tomado o lugar de herói – mas dava para o gasto.
Então é isso gente, quero deixar claro que essa análise foi apenas para nos divertirmos (adoro fazer teorias hehe) e não para contar verdades absolutas. Como não li o livro, é provável que muitas coisas que falei estejam equivocadas – e, se for o caso, fiquem à vontade para me criticar, desde que seja de maneira respeitosa – Também não se esqueça de deixar o link do seu blog, fan page, Google +, etc, nos comentários, retribuo inscrições e curtidas, é só me avisar! Ah, para quem curte teorias de filmes, não perca o meu post Paradoxo do Tempo em Interstellar: Possíveis Teorias.

 Bjs exemplares, Tati.  

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Gone Girl: Análise Crítica (SEM SPOILERS)


Imagem da autoria de Tati Figueiredo

Pois bem, o Oscar 2015 está chegando (dia 22 de fevereiro, para quem não sabe) e Gone Girl (ou, para quem prefere o título em português, “Garota Exemplar”) ficou de fora da categoria “melhores filmes” (e Interstellar também, para a minha tristeza) o que não agradou a muitos críticos. Estes, no geral, elogiaram bastante o filme, alegando se tratar de algo genial, uma grande obra prima e verdadeira amostra do que é cinema de qualidade. Enfim, não sou ninguém para ficar debatendo com eles (afinal, eles entendem do assunto zilhões de vezes mais que eu), mas, na minha humilde opinião, não achei que foi um filme merecedor de um Oscar. Não estou dizendo que foi ruim, gostei sim da trama, mas não me apaixonei por ela (diferentemente de Interstellar, que foi amor aos primeiros minutos <3 ).
Confesso que nem sabia da existência do filme (e do livro) Gone Girl até assistir a uma vídeo análise (feita pelo meu crítico de cinema favorito) sobre a trama. Ele não contou nenhum tipo de spoiler comprometedor, apenas o básico: Nick Dunne (Ben Affleck) conhece Amy (Rosamund Pike), se apaixona por ela e os dois se casam; cinco anos depois, quando eles estavam à beira do divórcio, Amy desaparece no dia do quinto aniversário de casamento do casal e Nick avisa o acontecimento à polícia, que começa a investigar o caso. Saber disso já me deixou extremamente interessada em assistir, porque adoro histórias de suspense policial, investigação......qualquer coisa relacionada. Porém, conforme o crítico ia falando, pude perceber que a história parecia ser muito mais que a simples (ou melhor, nada simples rsrs) investigação do desaparecimento da moça, o que me deixou ainda mais empolgada.
Pois então assisti a Gone Girl. Gostei muito do começo: o desaparecimento, o mistério, a investigação policial, o ambiente sombrio (que persiste por toda a trama).......só que depois o filme muda um pouco de foco e, na hora, não gostei muito disso (claro que vai do gosto de cada um, sei de gente que estava achando o filme um saco até então e só começou a gostar depois dessa mudança), mas fui me acostumando aos poucos. Assim que terminei de assistir, pensei: “legal, mas não foi como eu imaginava que ia ser.......”
Depois de algum tempo refletindo comigo mesma, vi que estava sendo imatura de analisar o filme pelo que eu queria que ele fosse, ao invés de analisá-lo pelo que ele é de fato. Então, comecei a pesquisar mais detalhes sobre a trama na Internet e fui ficando cada vez mais intrigada! Percebi que a história esconde muitos outros mistérios (além dos destrinchados ao longo do filme) que rendem teorias bem interessantes (pretendo fazer um post sobre isso em breve).
Enfim, se trata de um filme bem intrigante e, apesar de não achar que seja uma obra prima, vale muito a pena assistir (ah, esqueci de falar: pelo que li em outros blogs, as diferenças entre o filme e o livro foram bem poucas e nada de muito relevante, incluindo o final) e, se acontecer com você o que aconteceu comigo, de se desapontar por não ser o que estava esperando, tente fazer que nem eu: encare a história pelo que ela é e não pelo que você esperava que fosse, só assim você vai se permitir envolver mais na trama e se intrigar com os mistérios que ela esconde.
Então é isso gente, espero mesmo que tenham gostado. Deixem as suas críticas e observações nos comentários (mas evitem spoilers e, se tiver, avisem por favor). Também não se esqueça de deixar o link do seu blog, fan page, Google +........retribuo inscrições e curtidas, é só me avisar! Ah, para quem ainda não assistiu a Interstellar, não perca o meu post Interstellar: AnáliseCrítica (SEM SPOILERS) e, para você que já assistiu e quer saber mais sobre esse filme sensacional, não perca os posts Interstellar: Análise Crítica (COM SPOILERS) e Interstellar: Possíveis Teorias.



Bjs, Tati.


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